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Alemanha

Autor de atentado frustrado na Alemanha leva prisão perpétua no Líbano

Tribunal de Beirute condena dois libaneses por atentados fracassados contra trens alemães. Um dos sentenciados, condenado à prisão perpétua no Líbano, é julgado em Düsseldorf por "tentativa de múltiplo homicídio".

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O 'homem da camisa 13' encontra-se no banco dos réus em Düsseldorf

Quase um ano e meio após os atentados fracassados a dois trens regionais alemães, dois libaneses foram condenados nesta terça-feira (18/12) pela Justiça de seu país. O Tribunal de Beirute considerou comprovado que eles depositaram duas bombas de fabricação própria em trens regionais na estação central de Colônia em 31 de julho de 2006.

Jihad H. foi condenado a doze anos de prisão por "tentativa de múltiplo homicídio". Seu comparsa, Youssef El H., que também começou a ser julgado nesta terça-feira em Düsseldorf, foi condenado em ausência à prisão perpétua. Outros três acusados – Ayman H., Khaled al-H. e Khalil B. – foram absolvidos.

A Procuradoria Geral da República libanesa argumentou que todos os acusados tiveram a intenção de matar nos ataques. A defesa pedira absolvição, com o argumento de que os réus apenas quiseram espalhar o medo na Europa "por irritação pela publicação das caricaturas de Maomé".

Jihad H. admitiu o crime durante o julgamento no Líbano. Seu advogado anunciou que recorrerá da sentença. Segundo ele, Jihad H. disse que não havia pensado sobre as consequências de seu ato. "Juro que não sou terrorista. Eu tinha levado uma lavagem cerebral", teria dito.

Vingança pelas charges de Maomé

Jihad H. admitiu ter depositado as bombas em reação à publicação das charges do profeta Maomé, que no início de 2006 desencadeou protestos violentos no mundo islâmico. Ele desmentiu, porém, que tenha tido contato com terroristas islâmicos.

Ele acusou Youssef El H. de o ter incitado ao crime. O estudante de 23 anos começou a ser julgado pelo Tribunal Regional de Düsseldorf, também por "tentativa de homicídio múltiplo".

A Procuradoria Geral da República alemã parte do princípio de que se tratou de um crime com fundo islâmico. "As bombas tinham sido pensadas como vingança pela publicação das assim chamadas caricaturas de Maomé. Os atentados simultâneos aos trens regionais deveriam matar o maior número possível de pessoas", disse o promotor público Horst Salzmann.

O homem da camisa 13

O advogado de defesa de Youssef El H. anunciou que seu mandante admitirá culpa parcial no ano que vem. "Ele admitirá que é o homem com a camisa número 13", disse o advogado Bernd Rosenkranz.

Imagens de vídeo da estação ferroviária de Colônia mostram um homem trajando a camisa do capitão da seleção alemã, Michael Ballack, e levando uma mala com rodinhas, na qual teriam sido encontradas as bombas.

Salzmann lembrou que "a Alemanha escapou por pouco de um terrível ataque islâmico. Somente porque os construtores das bombas não encheram as garrafas de gás com oxigênio elas não detonaram".

Os advogados de defesa avaliam isso como intenção e não como pane técnica. Os dois libaneses teriam se desviado do manual baixado da internet para ficar apenas numa advertência aos "incrédulos". Juridicamente isso seria uma "renúncia à tentativa", o que na melhor das hipóteses poderia resultar na absolvição, disse o advogado de defesa Johannes Pausch.

Membro de organização terrorista?

O juiz que preside o julgamento, Ottmar Breidling, sinalizou que, além da acusação de "tentativa de múltiplo homicídio", não está descartada a condenação de Youssef El H. por filiação a uma organização terrorista.

Youssef El H. desmentiu, porém, que seu irmão morto no Líbano tenha integrado um grupo terrorista. Vários familiares seus estão sob suspeita de ter proximidade com grupos radicais islâmicos.

O vice-ministro alemão do Interior, August Hanning, disse à emissora de televisão ZDF que "o julgamento de Düsseldorf mostra que as autoridades alemãs de segurança estão vigilantes". No entanto, esse tipo de atentados também não pode ser descartado no futuro, admitiu. (gh)

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