Automóvel compartilhado ganha adeptos com a crise | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 10.11.2009
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Economia

Automóvel compartilhado ganha adeptos com a crise

Com a crise, motoristas pensam nos gastos antes de virar a chave da ignição. Com isso, o "car sharing" mantém crescimento de 20% ao ano. Setor deixa de ser nicho e vira opção para quem usa pouco o carro.

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A ideia faz bem ao bolso e ao meio ambiente

Andar de carro e só ver o lado bom, sem as desvantagens, essa é a ideia do car sharing ou automóvel compartilhado. A prática consiste em dividir o uso de um automóvel com outras pessoas, um princípio parecido com o do carro alugado.

A diferença é que o usuário não precisa pegar o veículo pelo dia inteiro e pode usar por uma hora ou só por alguns quilômetros. Na Alemanha, a modalidade existe há cerca de 20 anos. No começo, era um tipo de iniciativa ambientalista ridicularizada por alguns. Entretanto, com taxas de crescimento anuais de 20%, também durante a crise econômica o setor deixou de ser apenas um nicho de mercado.

"A pessoa se registra, de preferência na internet, com seus dados pessoais, entra, recebe uma sessão de instruções de meia hora e já pode sair dirigindo na tarde do dia seguinte", explica Elisabeth Rohata, responsável pela assessoria de imprensa da empresa Cambio Stattauto Köln.

Ao lado de seu escritório, no centro de Colônia, fica, conforme a própria empresa, a maior estação de car sharing da Europa, com cerca de 60 veículos, de carros de pequeno porte a conversíveis e furgões.

Revolução silenciosa

A Cambio foi aberta em 1992 e nos últimos anos apresentou uma taxa de crescimento média anual de 20%. Hoje, a empresa tem 22 mil clientes em toda a Alemanha. Atrás desses números, se esconde uma revolução que foi acontecendo silenciosamente, à medida que automóveis foram deixando de ser um símbolo de status para alemães preocupados cada vez mais com as despesas de um carro próprio.

Não é coincidência que a ideia passou a ter mais clientes justamente à medida que o combustível foi subindo de preço. E não é só a gasolina que é cara. Há também os gastos com seguro, manutenção e reparos. Todos esses custos são compartilhados pelos clientes. O motorista não precisa se preocupar com isso e sim os funcionários da empresa de car sharing.

06.11.2009 DW-TV PROJEKT ZUKUNFT Auto

O serviço torna gastos com mecânico coisa do passado

"Cada estação tem um mecânico responsável que testa os carros e, a cada duas semanas, lava o veículo e controla se ele está com tudo necessário. Nossos carros, por exemplo, têm sempre lenços de papel, guarda-chuvas e chicletes" diz Tanya Bullmann, responsável pelo departamento de marketing e distribuição da Cambio. A guloseima, explica, é um substituto para os fumantes, porque cigarro é proibido nos veículos.

Motoristas conscientes

O cliente paga uma taxa mensal a partir de três euros, mais os quilômetros rodados e o tempo em que ele usou o veículo. Esse modelo é indicado sobretudo para aqueles que só usam o carro de tempos em tempos. A ideia também é interessante para empresas. Segundo a Cambio, aqueles que rodam menos de 10 mil quilômetros por ano economizam aderindo a uma agência de compartilhamento de carros.

Para que o negócio seja atraente para o motorista, é necessário que haja uma estação da empresa por perto. Por isso que a empresa sempre está procurando garagens públicas. A firma acaba de abrir sua filial de número 40 em Colônia, no oeste da Alemanha.

A prática também poupa o meio ambiente. Um carro compartilhado substitui, em geral, cinco carros privados, calcula Elisabeth Rohata da Cambio. "Além disso, notamos que pessoas que optam pelo car sharing dirigem de forma mais consciente e às vezes decidem ir a pé, em vez de usar o carro" diz. Por isso, a prefeitura de Colônia concedeu no ano passado um prêmio ambiental à empresa.

Autor: Zhang Danhong (md)

Revisão: Roselaine Wandscheer

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