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Mundo

Autópsia indica que Sandra Bland se suicidou na prisão

Promotor de condado no Texas afirma que feridas no corpo da jovem negra, encontrada morta três dias depois de ser presa, são coerentes com um suicídio. Família pede segundo exame independente antes do funeral.

A promotoria do condado de Waller, no Texas, afirmou nesta quinta-feira (23/07) que um exame de autópsia em Sandra Bland revelou que as feridas no corpo da jovem negra são coerentes com um suicídio.

Bland, de 28 anos, foi encontrada morta no último dia 13 de julho, dentro da cela de um presídio a cerca de 100 quilômetros de Houston. Ela havia sido detida três dias antes por um policial rodoviário, após não dar sinal ao mudar de faixa e se negar a apagar um cigarro.

"Não vi evidência alguma de homicídio", afirmou Warren Diepraam, promotor do condado de Waller. "A causa da morte foi suicídio."

Diepraam explicou que não foram encontrados sinais de resistência nas mãos na jovem, que normalmente indicam luta. Foram verificados lacerações e abrasões nos pulsos de Bland, mas estes teriam sido produzidos pelas algemas. A marca "uniforme" ao redor do pescoço da mulher seria coerente com um suicídio por enforcamento, segundo o promotor.

A autópsia também verificou indícios do uso de maconha. No pulso esquerdo, Bland também apresentou cerca de 30 pequenos cortes, provavelmente autoinfligidos, recém-cicatrizados e que teriam entre duas e quatro semanas, disse Diepraam.

Desde o início, a polícia considerou que se tratava de um suicídio,

As contradições da morte de Sandra Bland

versão colocada em dúvida pelos familiares#. Eles pediram uma segunda autópsia independente antes do funeral, marcado para o sábado, segundo a emissora americana NBC.

A morte de Bland ocorre em meio a uma série de casos de brutalidade policial contra negros nos Estados Unidos. Em abril, um policial da Carolina do Sul foi preso sob a acusação de assassinar um motorista negro de 50 anos, Walter Scott.

Em agosto do ano passado, o assassinato do adolescente Michael Brown, em Ferguson, havia motivado uma série de protestos violentos. O presidente Barack Obama classificou a morte de jovens negros pela polícia como um "problema nacional".

FC/rtr/ap/dpa/efe

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