Autópsia descarta suicídio em morte de Prince | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 23.04.2016
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Cultura

Autópsia descarta suicídio em morte de Prince

Resultados parciais de autópsia não revelam sinais de traumatismo no corpo do cantor, encontrado morto no elevador de sua casa. Hipótese de suicídio é descartada, mas ainda não há conclusão sobre causa da morte.

Um dia depois da morte do cantor americano Prince, aos 57 anos, a polícia de Minnesota descartou a hipótese de suicídio. O corpo do músico foi entregue à família nesta sexta-feira (22/04), após a realização de uma autópsia. A causa da morte ainda está sendo investigada.

"Não havia sinais óbvios de trauma no corpo", disse o xerife Jim Olson, cujo escritório investiga as circunstâncias da morte. "Não temos nenhuma razão para acreditar neste momento que foi um suicídio. O restante está sob análise."

Questionada, em coletiva de imprensa, se o corpo de Prince apresentava indícios de uso de drogas, a porta-voz do escritório de médicos legistas responsável, Martha Weaver, afirmou que "não há nenhuma indicação de overdose neste momento como parte da investigação".

Também não há uma previsão exata para a divulgação dos resultados completos da autópsia, que durou cerca de quatro horas. "A coleta dos dados demora vários dias, e os resultados de um exame toxicológico provavelmente devem levar semanas", diz uma nota do escritório.

"Como parte de um exame completo, serão reunidas informações relevantes a respeito do histórico médico e social do cantor. Tudo que puder ser relevante para a investigação será levado em consideração", explica o comunicado.

Segundo o xerife Olson, Prince foi visto com vida pela última vez por volta das 20h (no horário local) de quarta-feira, por um conhecido que o deixou em casa, em Paisley Park, Minnesota.

Na manhã seguinte, ao não conseguir contato com o músico, três pessoas de sua equipe se dirigiram à residência e o encontraram morto dentro do elevador da mansão, afirmou a autoridade, em coletiva de imprensa.

A equipe de emergência chamada ao local tentou uma reanimação cardiorrespiratória, mas, sem sucesso, Prince foi declarado morto às 10h07. Ele estava sozinho em casa quando morreu, segundo Olson.

A última apresentação de Prince foi em Atlanta há uma semana, no dia 14 de abril. No dia seguinte, o cantor passou mal dentro de seu jatinho particular, obrigando o avião a fazer um pouso não programado em Illinois. O motivo do mal-estar foi uma forte gripe, segundo fontes próximas.

Perfeccionista, inovador e polêmico

Nascido em Minneapolis como Prince Rogers Nelson em 7 de junho de 1958, Prince era considerado um dos cantores, compositores e multi-instrumentistas mais inovadores de seu tempo.

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Reveja momentos da carreira de Prince

Ele ganhou fama no fim dos anos 1970 e, ao longo das décadas seguintes, estourou canções como Purple Rain, Kiss e Raspberry Beret, que combinam jazz, funk e disco.

De 1993 a 2000, o músico mudou seu nome para um símbolo impronunciável, o que foi visto à época como um protesto contra a sua gravadora. Por um período, chegou a ser chamado de "o artista antes conhecido como Prince".

Muito reservado, ele vendeu mais de cem milhões de discos durante a sua carreira, ganhou sete prêmios Grammy e entrou no Hall da Fama do Rock and Roll em 2004. Seu último disco, "HITnRUN: Phase Two", foi lançado em dezembro de 2015.

Prince se tornou Testemunha de Jeová há 15 anos e era um vegano estrito. Em 2009, falou numa entrevista à rede de TV PBS sobre o fato de ter nascido epilético e ter sofrido convulsões quando criança.

Ele se casou duas vezes: com a sua cantora de apoio Mayte Garcia, em 1996, e depois com Manuela Testolini, em 2001. Os dois casamentos terminaram em divórcio, e o filho dele com Mayte morreu uma semana depois de nascer, em outubro de 1996.

EK/afp/dpa/rtr

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