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Mundo

Austrália investiga menino de 12 anos por terrorismo

Autoridades afirmam que suspeitos de terrorismo são cada vez mais jovens e que planejam reduzir de 16 para 14 anos a idade daqueles que podem ter suas atividades restritas mesmo sem acusação formal.

Autoridades da Austrália alertaram nesta quinta-feira (15/10) que a idade dos suspeitos de terrorismo no país é cada vez mais baixa, após as agências de segurança iniciarem investigações sobre uma criança de 12 anos.

O menino foi relacionado numa lista de uma corte federal, juntamente com um grupo de homens suspeitos de ajudarem o jovem Fahrad Jabar, de 15 anos, que no início do mês matou o funcionário da polícia Curtis Cheng, em Sydney, com um tiro na cabeça, enquanto gritava frases religiosas. Jabar, de origem iraniana, foi depois a tiros pela polícia.

A emissora australiana ABC informou que o menino de 12 anos, cujo nome não foi divulgado, é o mais jovem num grupo de 18 extremistas relacionados no documento da corte, datado de março.

O governo australiano anunciou nesta semana que planeja reduzir de 16 para 14 anos a idade daqueles que podem ser submetidos a uma "ordem de controle", uma medida antiterrorismo que restringe as atividades de suspeitos mesmo que eles não tenham sido formalmente acusados.

O ministro da Justiça, Michael Keenan, disse estar alarmado com a idade das crianças na mira dos extremistas, mas se recusou a dizer quantos jovens menores de 14 anos estariam relacionados na lista da corte de Sydney.

O comissário federal de polícia Andrew Colvin confirmou que os terroristas representam um risco cada vez maior e que eles são cada vez mais jovens. "Nossas agências de fronteira, a polícia e as agências de segurança fazem um ótimo trabalho para impedir que pessoas deixem o país rumo às zonas de conflito, mas não há dúvidas que esse problema está se tornando mais grave e mais difícil", afirmou.

Australien Premierminister Malcolm Turnbull

O primeiro-ministro Malcolm Turnbull afirma que terrorismo é ameaça criada dentro do país

"Nesta quinta-feira, o primeiro-ministro Malcolm Turnbull se pronunciou na abertura de uma conferência de chefes de inteligência e de polícia de todo o país sobre como lidar com a ameaça terrorista. O premiê destacou que a idade dos terroristas é cada vez menor.

"O alarmante assassinato de Curtis Cheng, um lamentável ato terrorista perpetrado por um menino de 15 anos, chama a nossa atenção para o fato de que a radicalização e o extremismo podem ser vistos nos mais jovens", afirmou.

Esta é uma ameaça criada dentro do país, que "choca todos os australianos e todos os muçulmanos australianos", acrescentou Turnbull, pedindo mais cooperação com os líderes muçulmanos e mais respeito mútuo.

O governo está cada vez mais preocupado com a possibilidade de ataques de indivíduos inspirados em grupos como o "Estado Islâmico" (EI). As autoridades já impediram que muitos australianos viajassem para países de conflito, como a Síria e o Iraque, onde se encontram os territórios controlados pelo EI.

As autoridades lutam para combater uma série de crimes que envolvem adolescentes. Em setembro de 2014, um jovem de 18 anos foi morto pela polícia em Melbourne após esfaquear dois agentes das forças antiterrorismo.

Em abril, adolescentes foram detidos sob suspeita de planejar um

ataque inspirado nas ações do EI, durante as cerimônias do Dia dos Veteranos

, em Melbourne. Na mesma cidade, em maio, um jovem de 17 anos foi preso, acusado de planejar a detonação de três bombas caseiras.

Em dezembro, um

cerco policial de 16 horas a um café em Sydney terminou com a morte do sequestrador

, um iraniano de 50 anos, e de dois dos 17 reféns.

RC/ap/afp

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