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Economia

Aumento do preço da matéria-prima dá novo incentivo à reciclagem

A reciclagem deixou de ser um assunto somente para ambientalistas na Alemanha. Com o aumento do preço das matérias-primas, indústrias recorrem ao material reclicado para abastecer suas produções.

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Reciclagen de eletroeletrônicos significa economia de dinheiro e de energia

Na Alemanha, é costume retornar garrafas vazias de refrigerantes ao supermercado e lavar embalagens para descartá-las separadamente, em sacolas plásticas amarelas especiais.

"Por muito tempo, nós fomos ridicularizados pela quantidade de latas de lixo em nossas cozinhas e por separarmos nossos restos tão disciplinadamente. Mas as coisas mudaram de figura nos últimos tempos", afirma Stephan Harmening, da Federação Nacional de Gestão de Dejetos (BDE). "O mundo todo está refletindo sobre como transformar o que foi jogado fora em matéria-prima."

Efeitos para a economia

Cem dias depois do início do programa de reciclagem para eletroeletrônicos, que entrou em vigor no dia 24 de março, as associações alemãs da indústria fizeram um balanço positivo da fase de testes do novo projeto.

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A triagem do lixo é feita até nas estações de metrô, como esta, em Berlim

Ao todo, 24 mil contêineres que haviam sido colocados à disposição da população foram recolhidos com equipamentos usados: máquinas de lavar, geladeiras, televisores, computadores e telefones celulares. O material descartado é coletado e reaproveitado por empresas no país inteiro.

A reciclagem não deixa satifeitos somente os ambientalistas. O aumento dos preços das matérias-primas tornou rentável a reutilização de equipamentos defeituosos, sucata, vidro, papel e plástico.

O efeito se faz sentir na economia como um todo, por reduzir a importação de matérias-primas e refletir também no consumo de energia, afirma Michael Hüther, diretor do Instituto de Economia Alemã, em Colônia. A redução nos gastos com importações soma 3,7 bilhões de euros, e a geração de novos postos de trabalho no setor chega a 60 mil, acrescenta Hüther.

Os melhores resultados

Só no setor energético, as economias perfazem 2,2 bilhões de euros, quantia que deixa de ser gasta, por exemplo, na produção de novos materiais. Mas o maior bloco se refere ao setor de produção de aço, com 2,3 bilhões de euros gastos a menos por ano, seguido pela produção de aluminío, com 700 milhões. A utilização do lixo como combustível corresponde a 340 milhões de euros; a reciclagem de embalagens, a 225 milhões.

"Cerca de 65% do lixo alemão é reciclado ou utilizado em substituição a fontes de energia primárias", diz Stephan Harmening, da BDE. "Ou a gente poderia dizer que ainda temos 35% de potencial para alcançar." Mesmo assim, a Alemanha ainda é campeã na Europa no que se refere às taxas de reciclagem. As empresas que recolhem o lixo têm uma renda anual de 19 bilhões de euros e empregam 160 mil pessoas.

Stephan Harmening acredita que as taxas de reciclagem ainda vão aumentar. No caso do aço, por exemplo, 44% dos materiais descartados são reciclados, enquanto os Estados Unidos já reutilizam 70%. Aço, alumínio e cobre têm tanta demanda no mundo todo, que a Rússia impôs à exportação do aço uma taxa de 15%, à do alumínio e do cobre, de 50%.

Cada vez mais freqüentemente, as empresas encontram eletroeletrônicos sem cabo de alimentação nos contêineres. Pelos fios de cobre que tornam possível a ligação do aparelho à rede de energia, pode-se receber dinheiro vivo no mercado. Um simples contêiner pode significar um ganho de cerca de 30 mil euros.

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