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Economia

Aumento da jornada dos servidores irrita sindicato

A Baviera já prolongou para 42 horas a jornada de trabalho dos servidores públicos e outros estados pretendem seguir o exemplo. Os sindicatos ameaçam com greves.

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Sindicato Ver.di ameaça com greve

Até há pouco tempo, somente as indústrias ousavam sonhar com maior flexibilidade na jornada de trabalho de seus operários e funcionários. Em média, trabalha-se 38,5 horas por semana na Alemanha. Os metalúrgicos lutaram e conseguiram 35 horas. Mas enquanto as empresas continuam sonhando em poder aumentar a jornada, pelo menos em épocas de muitas encomendas, os governos estaduais resolveram agir, diante do encolhimento constante de suas verbas.

Depois que a comissão nacional dos governos estaduais rescindiu os contratos coletivos de trabalho para servidores públicos, a Baviera foi o primeiro Estado a regulamentar a nova jornada para professores, policiais e demais funcionários, que passou a 42 horas semanais.

Municípios preferem outras regras

Como se isso não bastasse, o governador Edmund Stoiber, da conservadora União Social Cristã (CSU), resolveu bancar o durão. Se os municípios da Baviera não seguirem o exemplo, adotando as 42 horas para seus servidores, sofrerão conseqüências financeiras nas futuras negocições sobre verbas, ameaçou, em entrevista ao Münchner Merkur.

A comissão que reúne as empresas municipais da Alemanha não quer aumentar a jornada para todos os servidores, preferindo uma flexibilização. "Nos municípios faz sentido averiguar quais são as necessidades. Assim, uma semana de 40 horas pode ser o ideal para os lixeiros, mas não para outros servidores." As empresas municipais empregam 60% dos servidores públicos do país.

Edmund Stoiber im Bundestag

Governador bávaro Edmund Stoiber discursa no parlamento

O governador Edmund Stoiber conta com que, um a um, os estados aumentem a jornada para mais de 40 horas. De fato. Na Renânia do Norte-Vestfália e em Baden-Württemberg, a partir de 1º de maio vigora a jornada de 41 horas para os novos servidores. E Hessen quer uniformizar a jornada para diferentes tipos de servidores, estabelecendo 42 horas.

Mas Edmund Stoiber não ficou por aí. E acha que o exemplo fará escola também em vários setores da iniciativa privada: "Dentro de dois anos teremos uma flexibilidade em torno de 40 a 42 horas semanais", opinou, acrescentando que os sindicatos deveriam participar desse processo, em vez de bloqueá-lo.

Sindicatos vão à luta

Estes não querem nem ouvir falar de jornada mais longa. O sindicato da prestação de serviços Ver.di, o maior da Alemanha, já ameaçou com greves de advertência. Se a comissão dos estados não voltar atrás quanto à rescisão dos contratos coletivos, o Ver.di se considera no direito de lutar por suas reivindicações. O aumento da jornada não irá melhorar grande coisa a situação financeira dos estados, segundo Hartmut Limbeck, diretor regional do sindicato.

Para o presidente da Confederação Sindical Alemã (DGB), Michael Sommer, o Ver.di tem toda razão para ir à luta. A prolongação das jornadas de trabalho só acarretaria mais desemprego e queda do nível salarial.

Apoio veio também do Partido Social Democrata (SPD). A iniciativa do governador da Baveira na verdade diminuiria o valor da hora de trabalho. "Por isso eu entendo que os sindicatos estejam indignados", disse seu novo presidente, Franz Müntefering.

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