Aumentam pressões para que comunidade internacional aja contra a Líbia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 23.02.2011
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Mundo

Aumentam pressões para que comunidade internacional aja contra a Líbia

Críticos cobram ação militar, já usada pelos Estados Unidos no passado. Europa considera aplicar sanções contra o regime de Kadafi, enquanto empresas e países retiram cidadãos da Líbia.

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Denúncias de massacre: países querem represália

Aumenta a pressão sobre os Estados Unidos para que intervenham na Líbia. A Casa Branca recebeu nesta terça-feira (22/02) chamados para agir diretamente no país africano. Desde a última semana, manifestantes pedem a saída do presidente Muammar Kadafi, que responde com violência às exigências da população.

O meio político dos EUA sugeriu ao país ações militares, como o bombardeio de campos onde os aviões líbios ficam estacionados, assim como a imposição do fechamento do espaço aéreo em algumas regiões. Críticos norte-americanos questionam o silêncio de Barack Obama, enquanto centenas de líbios já teriam sido mortos pelo regime de Kadafi.

John Kerry, senador que preside o Comitê de Relações Externas do Senado, pediu que a Casa Branca considerasse rígidas sanções contra a Líbia. "Os líderes mundiais precisam, juntos, deixar claro a Kadafi que suas ações covardes terão consequências."

O governo norte-americano disse que estuda a imposição de sanções, que haviam sido suspensas no governo Bush. Por enquanto, no entanto, a Casa Branca se diz focada em trabalhar para pôr fim à violenta repressão na Líbia, que já provocou a elevação dos preços do petróleo.

Limitação e negócios

As opções dos Estados Unidos na Líbia são limitadas, ao contrário do que acontecera no Egito e no Barein, países aliados que recebem grande apoio financeiro de Washington. Por outro lado, a ajuda norte-americana a Trípoli foi inferior a 1 milhão de dólares em 2010.

Apesar de o uso da força militar parecer estar fora de questão desta vez, o governo norte-americano já recorrera à estratégia no passado. Em 1986, os Estados Unidos bombardearam Trípoli e Benghazi em retaliação a um ataque terrorista contra uma discoteca em Berlim Ocidental.

Senadores norte-americanos pediram que as empresas de energia cessassem suas atividades na Líbia para demonstrar oposição à violência contra civis. No entanto, algumas companhias norte-americanas, como Marathon Oil e Occidental Petroleum, disseram que continuam produzindo no país árabe.

Por outro lado, BP, Royal Dutch Shell e Suncor Energy começaram a retirar funcionários da Líbia, mas ainda não confirmaram impactos na produção.

Na Europa

Enquanto Obama preferiu não comentar o assunto diretamente, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, não poupou críticas ao governante líbio. Kadafi "praticamente declarou guerra contra seu próprio povo", disse em Berlim a chefe de governo alemã.

A França sugeriu nesta quarta-feira (23/02) que os países europeus deveriam avaliar a imposição de sanções contra a Líbia. Jean-David Levitte, diplomata e assessor de Nicolas Sarkozy, alertou, no entanto, que a comunidade internacional não considera uma intervenção militar na região.

"Precisamos pensar em sanções em um nível europeu, incluindo proibição de viagem e congelamento de fundos. Aqueles que cometem crimes precisam saber que a comunidade internacional os levará em conta", argumentou Levitte.

Em uma reunião de emergência nesta terça-feira, o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou veementemente a violência das forças de segurança contra a população líbia.

Evacuação de estrangeiros

A Alemanha já retirou mais de cem cidadãos alemães do país africano e, ainda nesta quarta-feira, outros 500 devem deixar a Líbia. Os voos estão sendo feitos entre Trípoli e Malta.

Os Estados Unidos usam grandes embarcações para evacuar os norte-americanos. Também trabalhadores egípcios tentam cruzar a fronteira de volta. O exército egípcio, que reforçou a presença no perímetro entre os dois países, colocou microônibus à disposição dos cidadãos que migraram e agora querem retornar ao país, que também vive um momento transitório pós-Mubarak.

O governo brasileiro ainda enfrenta dificuldades para retirar da Líbia funcionários de empresas nacionais que trabalham no país africano. Segundo o ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, o Brasil não teve permissão para usar o aeroporto de Trípoli.

Em visita ao Brasil, a ministra das Relações Exteriores da França, Michele Alliot-Marie, ofereceu ajuda ao governo brasileiro para evacuar os cidadãos que se encontram no país africano. Estima-se que cerca de 600 brasileiros estejam atualmente na capital da Líbia.

NP/rts/afp/dapd
Revisão: Roselaine Wandscheer

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