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Mundo

Aumentam indícios de intervenção russa na Síria

Fontes dos EUA e do Líbano afirmam que Moscou enviou armamento e tropas para combater ao lado de forças do governo. Líderes ocidentais afirmam que presença russa na região dificulta solução diplomática para guerra civil.

Após autoridades dos EUA afirmarem nos últimos dias haver indícios de que Moscou esteja reforçando a ajuda ao governo sírio, fontes libanesas também disseram nesta quarta-feira (09/09) que tropas russas começaram a participar de operações militares na Síria. Elas estariam lutando ao lado das forças de segurança do regime do presidente Bashar al-Assad.

Segundo fontes ligadas a Washington, Moscou teria enviado à Síria dois porta-aviões, jatos e fuzileiros navais. Autoridades americanas acreditam que o aparato militar servirá para montar uma pista de pouso, próxima à cidade portuária de Lataquia.

Os EUA lideram a coalizão que promove ataques aéreos contra o "Estado Islâmico" (EI) na Síria, mas não apoiam o governo do país, que tem a Rússia como forte aliada.

Moscou confirmou que enviou "especialistas" para a Síria e ressaltou que nunca escondeu a ajuda militar ao governo sírio. "Há especialistas militares russos na Síria, que auxiliam os sírios a usar a tecnologia", afirmou Maria Sacharova, porta-voz do Ministério do Exterior, ressaltando que a "histeria" sobre a presença russa no país é incompreensível.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, manifestou consternação em relação ao assunto. "Estou preocupado com os relatos sobre o aumento da presença militar russa na Síria. Isso não contribuirá para resolver o conflito", disse nesta quarta-feira.

Assim como outros líderes ocidentais, Stoltenberg apela por uma solução diplomática para a guerra civil, que já dura quatro anos e deixou mais de 250 mil mortos. O ministro francês do Exterior, Laurent Fabius, declarou que a suposta presença de tropas russas complicaria os esforços para se chegar a uma solução para o conflito.

O ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, alertou a Rússia, assim como a

França

e o

Reino Unido

, sobre uma intervenção militar na Síria. Segundo o ministro, o acordo sobre o programa nuclear do Irã e novas iniciativas da ONU proporcionam, pela primeira vez, a possibilidade de uma solução diplomática para o conflito sírio.

CN/rtr/afp/dpa/ap

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