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Mundo

Aumentam as diferenças na coalizão antiterror

A Alemanha cumpre sua promessa de apoio logístico à luta antiterror, mas aumentam as diferenças na cooperação entre Berlim e Washington quando se trata de casos concretos de supostos terroristas.

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World Trade Center em chamas, antes de desmoronar, em 11 de setembro de 2001

A Marinha alemã despachou, nesta segunda-feira (24) a sua fragata Brandenburg , com 230 soldados a bordo, para o Chifre da África, a fim de participar da luta antiterror, iniciada em outubro de 2001, em conseqüência dos atentados em Nova York e Washington em 11 de setembro.

Mas, enquanto isso, o comando alemão antiterror tateia às escuras nas investigações sobre supostos terroristas que viveram na Alemanha ou tiveram ligações com pessoas no país. O caso mais evidente é o do alemão de origem síria Mohammed Haidar Samar, cuja prisão as autoridades alemãs souberam pela imprensa norte-americana.

Os alemães tomaram conhecimento também através da imprensa que outro suposto mentor de 11 de setembro, o xeque Chalid Mohammed, viveu em Hamburgo em 1999. Por outro lado, os americanos também estão chateados porque os alemães se negam a fornecer provas materiais contra Zacarias Moussaoui. Este francês oriundo do Marrocos foi indiciado nos EUA como um dos conspiradores dos atentados em NY e Washington. Ele manteve contato com a célula terrorista de Mohammed Atta em Hamburgo. Atta foi um dos kamikases que chocaram os dois aviões contra as torres gêmeas do World Trade Center.

Como Zacarias está ameaçado de pena de morte nos Estados Unidos, a Alemanha não quer fornecer o material que dispõe contra ele. Os dois lados do Atlântico estão tentando um acordo, segundo fontes de Washington.

O governo do presidente George W. Bush estaria igualmente frustrado com o longo tempo que a União Européia precisou para apresentar uma lista de organizações terroristas e de suspeitos. Ainda assim a lista européia é muito menor do que a americana.

Frota internacional

A fragata Brandeburg, que deixou o porto de Wilhelmshaven nesta segunda-feira vai substituir a Bayern, dentro de duas semanas, em Djibuti. A frota aliada, que se encontra na costa da África, é constituída por mais de 70 navios e 30 mil soldados. Com 1400 soldados, a Alemanha tem a maior participação na ação que visa impedir contrabando de armas para o grupo Al Qaeda e ações terroristas da organização de Osama Bin Laden, responsável pelos atentados de 11 de setembro. A Marinha alemã assumiu também o comando da frota internacional em maio último.

Juntamente com a Bayern, serão substituídos também os navios Emden e Köln, depois de seis meses de ação. Suas tarefas serão assumidas pelos navios de guerra Bremen e Karlsruhe. O mandato da tropa alemã aprovado pelo Parlamento em Berlim é de 12 meses e expira em meados de novembro próximo.