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Brasil

Aumenta número de homicídios de mulheres negras no Brasil

Em dez anos, casos de assassinato de brasileiras negras crescem 54%, aponta Mapa da Violência de 2015. Segundo estudo, um terço do total de mulheres mortas no país é vítima de parceiros ou ex-parceiros.

O número de homicídios de mulheres negras cresceu 54% em dez anos, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013. É o que aponta o Mapa da Violência 2015: homicídio de mulheres no Brasil, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), com o apoio da ONU Mulheres Brasil, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do governo brasileiro e divulgado nesta segunda-feira (09/11).

No mesmo período, a quantidade de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, passando de 1.747 em 2003 para 1.576 em 2013. No total, o número de vítimas do sexo feminino passou de 3.937 para 4.762 em dez anos, o que representa um aumento de 21%. Em 2013, 13 mulheres foram mortas por dia no país.

De acordo com o Mapa da Violência, 55,3% desses crimes foram cometidos no ambiente doméstico, e 33,2% dos homicidas eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas.

Para Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil, a pesquisa inova ao revelar a combinação cruel e violenta entre racismo e sexismo no Brasil. "As mulheres negras estão expostas à violência direta, que lhes vitima fatalmente nas relações afetivas, e à indireta, aquela que atinge seus filhos e pessoas próximas", afirma. "É urgente criar consciência pública de não tolerância ao racismo e acelerar respostas institucionais concretas em favor de mulheres negras."

Quinta posição mundial

Segundo dados da OMS, que avaliou um grupo de 83 países, o Brasil detém a quinta posição mundial quanto ao assassinato de mulheres, com uma taxa de 4,8 homicídios por cada 100 mil mulheres.

Diversos estados evidenciaram pesado crescimento na década anterior a 2013, como Roraima, onde as taxas mais que quadruplicaram (343,9%), ou Paraíba, onde mais que triplicaram (229,2%).

Entre 2006, ano da promulgação da Lei Maria da Penha e 2013, apenas em cinco estados brasileiros foram registradas quedas nas taxas: Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro, diz o estudo.

Entre as capitais, Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza encabeçam as taxas mais elevadas no ano de 2013, acima de 10 homicídios por 100 mil mulheres. São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com menores taxas.

O Mapa da Violência é um trabalho desenvolvido pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz desde 1998. Em 2012, dada a relevância do tema e as diversas solicitações nesse sentido, foi elaborado o primeiro mapa especificamente focado nas questões de gênero.

CA/abr/ots

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