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Economia

Aumenta demanda mundial de ferro-velho

Setor siderúrgico já consome 400 milhões de toneladas de sucata por ano. Preços disparam, devido ao aumento da demanda chinesa e à escassez de aço no mercado.

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Cerca de 20% da produção de aço vem de material reciclado

A explosão da demanda de produtos siderúrgicos, provocada sobretudo pela China, fez com que o valor da tonelada de ferro-velho duplicasse entre janeiro e dezembro deste ano. Os preços internacionais da tonelada de sucata subiram de 100 euros em 2002 para cerca de 300 euros em 2004.

Esse aumento deve-se, principalmente, à atual escassez de aço como matéria-prima no mercado. Mais de 20% da produção mundial de produtos siderúrgicos baseia-se em sucata reciclada.

Segundo Christian Rubach, presidente da Associação Européia de Reciclagem de Ferro-Velho (EFR) e diretor da Interseroh, de Colônia, as carrocerias de carros velhos são uma importante fonte de recursos para as cerca de 40 empresas alemãs devidamente equipadas para processar esse tipo de material.

Carro velho não vale nada

Schrottplatz in Hamburg mit Autos

Estacionamento de carros sucateados em Hamburgo

Na Alemanha, são recolhidas mais de 20 milhões de toneladas de sucata por ano, das quais cerca de um milhão de toneladas são destroços de carros velhos. Por isso, os proprietários de veículos usados já esperam ganhar pelo menos uns trocados pelo ferro-velho, em vez de ainda pagar uma taxa de reciclagem.

Mas não parece ser um negócio muito promissor. Em Berlim, por exemplo, ganha-se em torno de 80 euros pela carcaça de um carro sucateado. Na Renânia do Norte-Vestfália, os preços oscilam entre 10 e 25 euros.

Segundo Rubach, a sucata preferida é o chamado "ferro-velho limpo e grosso, de preferência novo, em forma de chapas, livres de qualquer revestimento. Um exemplo são as sobras produzidas na construção naval".

A Alemanha exporta um grande volume de ferro-velho para a China que, apesar de ter grandes reservas de matéria-prima, deverá encerrar o ano de 2004 como maior importador de aço do mundo.

China aquece o mercado

O rápido crescimento econômico da China e a conseqüente demanda de produtos siderúrgicos empurrou os preços internacionais para o patamar mais elevado dos últimos 15 anos. O governo chinês já anunciou medidas para impedir um superaquecimento do mercado.

Como a demanda de aço deverá continuar aumentando nos próximos anos, Christian Rubach prevê até um esgotamento das montanhas de ferro-velho. "O mercado de sucata tem um limite natural, visto que o ferro-velho não pode ser reproduzido como outro produto qualquer", explica.

O encarecimento dos metais (ferro, alumínio, cobre, níquel e zinco) também repercute no mercado brasileiro. O preço do quilo de ferro-velho triplicou no país nos últimos 12 meses, passando de 8 para 25 centavos. "O Brasil é um dos maiores produtores de aço do mundo. Esse aumento de preço beneficia as nossas exportações, através do aumento do valor dos produtos exportados", afirma o economista Glauco Rodrigues Carvalho, no site www.reciclaveis.com.br. Mas há também efeitos negativos, como por exemplo o aumento dos custos da construção civil.

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