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Mundo

Ato de 1º de maio na Turquia acaba em confronto

Polícia turca impede a chegada de 20 mil manifestantes à Praça Taksim, em Istambul, e protesto termina em violência. Dia do Trabalho tem marchas em vários países como Alemanha, Grécia e Espanha.

A polícia turca usou gás lacrimogêneo e jatos de água para impedir que cerca de 10 mil manifestantes nesta sexta-feira (01/05) chegassem à Praça Taksim, em Istambul, nos protestos pelo Dia do Trabalho. A ação das forças de segurança no distrito de Besiktas provocou o recuo dos manifestantes, que jogaram garrafas, pedras e coquetéis molotov nos policiais.

O governo proibiu as manifestações de 1º de maio na Praça Taksim e, por ordem do presidente Recep Tayyip Erdogan, 20 mil policiais bloquearam os acessos ao local para evitar distúrbios antes das eleições legislativas na Turquia previstas para 07 de junho.

A manifestação foi convocada por sindicatos e partidos de oposição contra a diminuição dos direitos trabalhistas e medidas de austeridade econômica aplicadas pelo governo. Pelo menos 136 pessoas foram detidas, inclusive 30 membros do Partido Comunista.

As ruas do centro de Istambul foram bloqueadas e as estações de metrô próximas à praça foram fechadas. As autoridades determinaram oito regiões onde protestos estavam autorizados e afirmou que proibiria a entrada de qualquer manifestante na praça, o que causou críticas da oposição e do Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

O governo também suspendeu o serviço de balsas entre os lados europeu e asiático do país, e helicópteros privados foram proibidos de voar para facilitar o deslocamento das aeronaves da polícia. Este é o primeiro Dia do Trabalho no país desde que o Parlamento aprovou uma polêmica legislação que dá à polícia mais poderes para reprimir protestos.

A Praça Taksim foi o palco central de protestos em 2013 contra o governo do então primeiro-ministro Erdogan, após a polícia turca avançar de forma violenta contra ativistas ambientais que pretendiam evitar a ocupação de uma área verde no centro da cidade.

Na época, irritados com os procedimentos da polícia, dezenas de milhares de pessoas adentraram o Parque Gezi e ocuparam a vizinha Taksim por duas semanas, até serem evacuados pelas autoridades. Os tumultos provocaram a morte de pelo menos sete pessoas.

Protestos pelo mundo

Na Alemanha, extremistas de direita atacaram uma manifestação pelo Dia do Trabalho na cidade de Weimar. Quatro pessoas ficaram feridas, quando cerca de 50 neonazistas destruíram um palco onde políticos, como o prefeito de Weimar, Stefan Wolf, iriam discursar. A polícia prendeu 29 pessoas.

Na Grécia, milhares de pessoas foram ao centro da capital, Atenas, para protestar contra as medidas de austeridade impostas pela União Europeia. Na Espanha, sindicatos convocaram manifestações em várias cidades para protestar contra medidas de austeridade, desemprego elevado e redução de salários.

Na Rússia, mais de 150 mil pessoas compareceram à Praça Vermelha, no centro da capital, Moscou. No Irã, milhares de trabalhadores saíram às ruas da capital, Teerã, para exigir melhores condições de trabalho e prioridade de contratação de empresas nacionais.

Na Coreia do Sul, dezenas de milhares participaram das manifestações contra o plano de reforma do mercado de trabalho.

FC/rtr/dpa/ap/afp/efe

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