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Estudar na Alemanha

Atmosfera liberal e calendário cultural atraem universitários a Berlim

Preços acessíveis e variedade de festas na capital alemã atraem universitários. Porém, existe um contraste entre agradável vida universitária e realidade do mercado de trabalho.

Berlim certamente não é o epicentro acadêmico mundial, mas a capital alemã ficou em oitavo lugar entre 98 destinos preferidos por universitários em todo o mundo num recente ranking elaborado no Reino Unido. A eterna rival Munique é a única outra cidade alemã na lista, em 13º lugar.

A atmosfera liberal e um calendário cultural diversificado são dois fatores centrais para tornar a cidade atraente para os estudantes. Porém, parece existir um contraste entre a agradável vida universitária e a dura realidade do mercado de trabalho.

Preços acessíveis

O estudante italiano Marco veio para Berlim graças ao programa universitário Erasmus, criado e financiado pela União Europeia. Pelos próximos seis meses, ele vai estudar Engenharia Industrial na Universidade Técnica de Berlim.

"Eu escolhi Berlim por causa da cidade. É a mais jovem e dinâmica da Europa, ela é perfeita", diz Marco, que elogia os baixos preços da capital alemã, principalmente em comparação com os da Itália.

Thomas, estudante da mesma universidade, esclarece: "Em Paris, você pode se considerar sortudo se conseguir um quarto de 10 metros quadrados, e lá eles são muito caros. Em Berlim, com 300 euros, você consegue um quarto grande em um apartamento espaçoso e num bairro legal. Isso sem falar nos preços camaradas da comida e da cerveja."

O coordenador de intercâmbio internacional da Universidade Técnica de Berlim, Olaf Reupke, explica: "Berlim é multicultural por excelência. Inúmeras nacionalidades estão radicadas aqui. A cada ano torna-se mais comum os cursos da nossa faculdade serem ministrados em inglês. Essa internacionalização é um processo global e nós queremos fazer parte dele. Além disso, as festas da capital têm boa fama".

O outro lado da moeda

Mesmo com todos os atrativos oferecidos, nem todos os universitários têm experiências positivas durante a estada em Berlim. Tanya, da Cidade do México, faz doutorado na Universidade Humboldt: "Quero voltar para o México. É muito difícil para estrangeiros formarem uma rede social na megacidade que é Berlim. Enquanto se está na faculdade, é tudo muito positivo, tudo é novidade. Você vai a shows, tem muita cultura para ver, mas é difícil fazer amizades" conclui.

Segundo o estudante Max Tieger, as condições da universidade são ruins em comparação com as de outras cidades, porque "Berlim é uma cidade muito pobre. Não há bons equipamentos e os auditórios são completamente lotados". Mas por que ele optou por Berlim?

"Um monte de amigos meus estão aqui na universidade. Nas áreas de administração e engenharia, Berlim ocupa o quarto lugar na lista de potenciais empregadores, que exigem de nós a experiência internacional que adquirimos aqui."

Beatrice Vinci, colega de Reupke na coordenação do intercâmbio, defende uma postura bem mais realista: "Você vem para cá como estudante de intercâmbio, curte a vida noturna e o custo de vida acessível. Mas se você um dia quiser subir profissionalmente, terá que deixar Berlim."

Autoras: Melanie Sevcenko/Helen Whittle (kr)
Revisão: Roselaine Wandscheer

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