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Jogos Olímpicos

Atletismo alemão decepciona em Atenas

Com apenas duas medalhas de prata na Olimpíada 2004, a equipe de atletismo da Alemanha teve seu pior desempenho desde 1912. Dos 71 atletas, 42% foram eliminados nas preliminares, muitos deles contundidos.

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Kleinert ganhou prata no lançamento de peso

O "fiasco do século" da equipe de atletismo da Alemanha nos Jogos de Atenas deu um novo significado às metas olímpicas da rapidez, altura e distância: mais rápido no solo, derrota por um placar mais elevado do que o esperado e mais distante da liderança mundial. A Federação Alemã de Atletismo (DLV) queria trazer, pelo menos, cinco medalhas da capital grega, mas volta para casa com apenas duas de prata.

Como conseqüência do desastre de Atenas, o presidente da DLV, Clemens Prokop, anunciou mudanças radicais, a serem concretizadas nos próximos meses. Críticos da federação prevêem, porém, que "a montanha só vai parir um rato".

É bem provável que haverá substituição de técnicos, já que, segundo Prokop, 25% do pessoal está prestes a se aposentar. Das demais reformas necessárias, a DLV só conseguirá implementar uma parte, esbarrando nos limites de suas próprias estruturas, principalmente no poder das associações estaduais.

Segundo Prokop, a partir de 1º de janeiro de 2005, o contrato de oito anos com a Nike garantirá os recursos necessários para superar a crise.

Na avaliação do treinador-chefe da DLV, Bernd Schubert, o doping influenciou vários resultados na Olimpíada, mas não explica o fraco desempenho da Alemanha. "Fracassamos porque não conseguimos juntar os melhores atletas com os melhores técnicos. Parece um problema simples, mas Atenas é a prova de que não é fácil resolvê-lo", diz.

Os fatos falam por si. Pela primeira vez, desde Melbourne 1956, a Alemanha não ganhou ouro no atletismo e, pela primeira vez, desde Estocolmo 1912, obteve apenas duas medalhas de prata: Nadine Kleinert (lançamento de peso), na primeira das 46 decisões; e Steffi Nerius, que aproveitou a última chance alemã no lançamento de dardo.

Dos 71 atletas que iniciaram as competições (79 haviam sido nomeados), 27 foram eliminados nas preliminares em disciplinas individuais, sem contar três equipes de revezamento. A quota de eliminação (42%) foi quase igual à de 1995, no Campeonato Mundial de Göteborg (47,4%).

Além das duas medalhas de prata, a Alemanha só disputou doze finais individuais. Depois da reunificação alemã, em 1992 em Barcelona, o país conquistou 10 medalhas (quatro de ouro) e disputou mais 17 finais. Em Atlanta 1996, foram sete medalhas (três de ouro) e vinte classificações para as finais. Já em Sydney, o número de medalhas caiu para cinco (duas de ouro), mas os alemães ainda disputaram 24 provas finais. No mundial de 2003 em Paris, foram quatro medalhas e 20 colocações entre os finalistas.

Pontuação em queda livre

A DLV não pode sequer se consolar com a adição dos pontos das disputas finais - 119 em Barcelona, 113 em Atlanta, 100 em Sydney (três vezes 3º, atrás de EUA e Rússia). Em Atenas, o atletismo da Alemanha só obteve 41 dos 80 pontos previstos e não aparece mais entre os dez melhores países do mundo.

Apenas cinco atletas atingiram suas melhores marcas pessoais e outros cinco apresentaram em Atenas o seu melhor desempenho na temporada. "A concorrência internacional aumenta e faltam-nos jovens talentos", justifica Prokop. O presidente da DLV, no entanto, acredita numa reviravolta por conta da campanha que a Alemanha pretende lançar para sediar o Campeonato Mundial de Atletismo de 2009.

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