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Mundo

Ativistas do Greenpeace invadem plataforma de petróleo

Plataforma Polar Pioneer, da Shell, estava a caminho do Ártico para iniciar um projeto de exploração de petróleo. ONG diz que ativistas deverão permanecer no local por vários dias.

Seis membros da organização ambientalista Greenpeace ocuparam a plataforma de petróleo Polar Pioneer, da empresa Shell, que estava sendo rebocada por um navio até a região do Ártico, onde deveria iniciar suas atividades.

Os ativistas, provenientes de Estados Unidos, Alemanha, Áustria, Nova Zelândia, Austrália e Suécia, chegaram à estrutura de 120 metros de altura em botes infláveis, a cerca de 1.500 quilômetros do Havaí.

O porta-voz do Greenpeace Travis Nichols esclareceu que os ativistas deverão permanecer por vários dias na plataforma. O objetivo do grupo é protestar contra a exploração de petróleo no ártico, uma região de ecossistema frágil.

A Shell considerou ilegal a ação. Ela diz estar aberta a discutir perspectivas diferentes, mas ressaltou que a ocupação da plataforma é algo que não pode ser tolerado.

A empresa holandesa tem planos de investir no futuro um bilhão de euros em um gigantesco projeto de exploração de petróleo na região. Após obter todas as licenças necessárias, em apenas três meses a produção no Mar de Chukchi, ao noroeste do Alasca, poderá ser iniciada.

A ambientalista Larissa Beurner, especialista em Ártico, considera irresponsável o projeto da empresa. Ela diz que não há meios eficientes de recuperar petróleo derramado em águas congeladas. "A explosão de uma plataforma no Golfo do México na semana passada é prova disso", afirma.

O Greenpeace ressalta que ainda hoje na costa do Alasca existem resquícios do óleo derramado pelo Exxon Valdéz, o navio petroleiro americano que encalhou na região em 1989 e causou um dos piores desastres ambientais da história envolvendo uma embarcação do tipo.

RC/afp/ap/dpa

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