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Mundo

Atiradora de San Bernardino teria jurado lealdade ao EI

Pouco antes do ataque, jovem teria postado em rede social mensagem de fidelidade a Abu Bakr al-Baghdadi, o autoproclamado "califa" do grupo extremista. FBI investiga caso como ato de terrorismo.

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Polícia cercou carro no qual atiradores fugiram

Dois dias após o ataque a uma festa de fim de ano de funcionários do departamento de saúde de San Bernardino que deixou 14 mortos, investigadores acreditam que a atiradora, Tashfeen Malik, jurou lealdade ao líder do grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) Abu Bakr al-Baghdadi, em um perfil no Facebook, afirmou a mídia americana nesta sexta-feira (04/12).

Uma fonte ligada à investigação teria dito que Malik postou a sua fidelidade a Baghdadi em um perfil na rede social, mas com nome diferente. A mensagem teria sido publicada pouco tempo antes do ataque.

Autoridades avaliam se Malik realmente é a autora da tal mensagem. O FBI anunciou que está investigando os ataques como ato de terrorismo.

"Como base nas informações e fatos que conhecemos, estamos investigando esses atos horríveis como terrorismo", afirmou David Bowdich, diretor-assistente do FBI e acrescentou que Malik e seu marido, Syed Rizwan Farook, planejaram o ataque extensivamente.

Bowdich também afirmou que as autoridades estão avaliando o conteúdo de celulares destruídos encontrados próximo ao local do tiroteio. As primeiras análises revelaram que o casal ligou para outras pessoas.

Para investigadores, a ação não teria sido coordenada por um grupo terrorista, mas teria partido da iniciativa própria do casal. "Neste momento, acreditamos que eles eram mais autorradicalizados e inspirados pelo grupo [EI], e que não receberam propriamente ordens para realizar o tiroteio", disse uma fonte do FBI ao jornal The New York Times.

USA Kalifornien Schießerei in San Bernardino

Atiradores usaram várias armas no ataque

Outra linha de investigação também avalia a hipótese de o ataque ter sido motivado por diferenças no trabalho.

Farook era funcionário do departamento de saúde de San Bernardino e, pouco antes do ataque, teria deixado a festa após uma discussão. O atirador teria brigado com um colega que denunciava os "perigos do islã".

Ajuda do Paquistão

A polícia paquistanesa está cooperando com autoridades americanas no caso. Policiais do país asiático entraram em contato com a família de Malik.

"Só fiquei sabendo da tragédia quando agentes de inteligência me questionaram sobre uma ligação com Tashfeen. Eu vi as notícias sobre o massacre, mas nunca imaginei que seria alguém da minha família", afirmou Javed Rabbani, tio da atiradora.

Rabbani disse ainda que seu irmão, pai de Malik, ficou mais conservador depois que se mudou com a família para a Arábia Saudita há 25 anos. A assassina teria voltado para o Paquistão há cinco anos para estudar farmácia.

Investigadores americanos revelaram ainda que antes do ataque os atiradores destruíram discos rígidos de computadores e outros eletrônicos.

Ataque planejado

A polícia local revelou

detalhes do caso

nesta quarta-feira e afirmou que o ataque foi planejado. Farook e Malik possuíam munição e bombas suficientes para matar centenas de pessoas no momento do atentado ao centro de assistência a portadores de deficiência.

Vestindo uniformes pretos de combate, ambos usaram ao menos 75 cartuchos de munição dentro do auditório, matando 14 pessoas e deixando outras 21 feridas. Quatro horas depois, após uma perseguição policial, o casal foi morto num tiroteio com a polícia. No confronto, os assassinos utilizaram outros 76 cartuchos.

O casal deixou ainda três bombas com um dispositivo de controle remoto no centro de serviço social, que aparentemente não detonaram devido a um defeito. No carro do casal a polícia encontrou mais 1.600 cartuchos de munição.

Na casa dos atiradores também foi encontrado um arsenal de armas. Por isso, as autoridades investigam se o casal estava planejando um atentado mais elaborado.

O ataque em San Bernardino foi o tiroteio em massa mais mortal nos EUA desde o ataque à escola primária Sandy Hook em Newton, no estado de Connecticut, em 2012. Na ocasião, 26 pessoas morreram, incluindo 20 crianças.

CN/rtr/afp

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