Atirador de shopping nos EUA confessa crime | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 27.09.2016
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Estados Unidos

Atirador de shopping nos EUA confessa crime

Jovem de 20 anos matou cinco pessoas a tiros no estado de Washington, e seus motivos ainda são investigados. Ele havia sido diagnosticado com ansiedade e depressão e, segundo o padrasto, tem problemas mentais.

O homem acusado de matar cinco pessoas a tiros num shopping center no estado americano de Washington confessou o crime nesta segunda-feira (26/09), segundo documentos judiciais. Seus motivos, porém, ainda não foram esclarecidos.

Arcan Cetin, de 20 anos, compareceu a um tribunal da cidade de Mount Vernon e foi formalmente acusado de homicídio doloso em primeiro grau. Ele permanece detido de forma preventiva, e a fiança foi fixada em 2 milhões de dólares.

O ataque ocorreu na noite da  sexta-feira passada, na cidade de Burlington, ao norte de Seattle, e o atirador foi capturado após quase 24 horas.

Após ser preso, Cetin admitiu ser o homem que aparece carregando um fuzil em imagens captadas por câmeras de segurança do shopping center. Segundo documentos do tribunal, "ele entrou com o fuzil na [loja de departamentos] Macy's e atirou em todas as cinco vítimas".

Os disparos ocorreram no intervalo de apenas um minuto, e a arma foi deixada sobre um balcão da loja antes da fuga. Quatro mulheres morreram no local, e um homem que foi levado a um hospital não resistiu aos ferimentos.

As autoridades se recusaram a revelar detalhes das investigações sobre os motivos de Cetin, mas o padrasto disse a repórteres que o jovem "tem problemas mentais" e relatou que o próprio fuzil, cuja descrição bate com a arma do crime, havia sumido, junto com munição.

Segundo registros legais, Cetin foi diagnosticado com ansiedade e depressão e já tomou medicamentos. Em 2015, ele foi acusado de agredir o padrasto após este o flagrar fumando maconha dentro de casa. O jovem nasceu na Turquia e vive nos EUA com visto de residência permanente.

O FBI afirmou que não há indícios de que o ataque seria um ato de terrorismo, mas ressaltou que a hipótese não deve ser descartada. Uma fonte ligada às investigações disse à agência de notícias Reuters nesta segunda-feira que não há evidências de que Cetin tenha mantido contato com grupos ou indivíduos islamistas.

LPF/rtr/ap

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