Atentado suicida mata mais de 100 em Bagdá | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 03.07.2016
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Mundo

Atentado suicida mata mais de 100 em Bagdá

EI reivindica autoria do ataque com carro-bomba, que também deixou quase 200 feridos na capital iraquiana. Primeiro-ministro do país diz que terroristas fazem atos desesperados em resposta a perda de territórios.

Cerca de 120 pessoas morreram e quase 200 ficaram feridas num atentado com carro-bomba na madrugada deste domingo (03/07) numa área comercial do centro de Bagdá. O ataque foi reivindicado pelo grupo "Estado Islâmico" (EI).

Um suicida detonou os explosivos quando passava de carro no meio de uma multidão reunida perto da sorveteria mais popular e antiga da capital iraquiana, na região de Al Karrada, onde a maioria da população é xiita.

As pessoas se aglomeravam para fazer compras na véspera do final do mês sagrado muçulmano do Ramadã. Em comunicado divulgado nas redes sociais, o EI disse que o alvo dos atentados foram xiitas.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al0Abadi, foi até o local e afirmou que os terroristas, "após terem sido esmagados nos campos de batalha, cometem ataques com explosivos numa tentativa desesperada". A população não recebeu bem a visita do primeiro-ministro no local e atirou pedras contra a comitiva do chefe de governo.

Retomada de Mossul

Nos últimos meses, o Exército do Iraque tem feito uma ofensiva para retomar a cidade de Mossul, principal reduto do EI no país. Neste sábado, as forças iraquianas mataram cerca de 30 jihadistas em aldeias da região com o apoio da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

Outro ataque com carro-bomba num mercado popular na região de Al Shaab, também de população majoritariamente xiita, causou a morte de um civil e deixou cinco feridos.

O Iraque tem diso palco de uma onda de violência dese que o EI assumiu o controle sobre áreas no norte e no oeste do país. Somente em junho deste ano, 662 iraquianos foram mortos e 1.457 ficaram feridos em atos de terrorismo, violência e outros relacionados com o conflito armado no país, segundo dados da missão da ONU no Iraque (UNAMI).

KG/efe/lusa

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