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Mundo

Atentado suicida atinge carro da embaixada britânica no Afeganistão

Ataque realizado por homem-bomba deixa cinco mortos, incluindo um britânico, e 33 feridos. O Talibã reivindica a autoria do atentado, ocorrido um dia após o Reino Unido anunciar projeto de lei antiterrorismo.

Um homem-bomba atingiu um veículo da embaixada britânica em Cabul, capital do Afeganistão, nesta quinta-feira (27/11), um dia depois de o Reino Unido lançar a proposta de uma nova lei antiterrorismo. O atentado matou um britânico e quatro afegãos, feriu 33 transeuntes e destruiu três carros, declarou o Ministério do Interior do país.

Uma enorme explosão foi ouvida pela cidade e uma coluna de fumaça subiu pelo ar na região do ataque: a estrada de Jalalabad, uma rota importante que abriga muitas sede estrangeiras e instalações militares.

O Talibã afegão, deposto em 2001 por uma coalizão liderada pelos Estados Unidos, assumiu a responsabilidade pelo ataque. O porta-voz do grupo, Zabihullah Mujahid, disse numa mensagem de texto que um homem-bomba teve como alvo "forças invasoras estrangeiras" e que muitos foram mortos e feridos.

O ataque é o mais recente de uma onda de atentados que vêm atingindo Cabul, no momento em que a maioria das tropas de combate estrangeiras se prepara para se retirar do país até o final do ano. O Reino Unido encerrou sua presença militar de 13 anos no sul do Afeganistão nesta semana, com os últimos homens da Força Aérea Real partindo do campo de Kandahar.

Com os atentados, cresce o temor de que o Afeganistão possa entrar num ciclo de violência com a diminuição da presença militar da Otan.

No último domingo, um homem-bomba realizou um ataque num jogo de vôlei na província de Paktika, matando 57 pessoas, o maior número de mortes em atentados em 2014. No dia seguinte, uma bomba em Kabul matou dois soldados americanos quando eles viajavam em seu veículo.

Lei antiterrorismo

A proposta da chamada Lei de Antiterrorismo e Segurança, apresentada nesta quarta-feira pelo Reino Unido, prevê banir pregadores extremistas de universidades, aumentar a vigilância sobre suspeitos radicais e conter o fluxo de jihadistas que se unem ao grupo "Estado Islâmico".

Um dos pontos mais contestados do projeto de lei é a proibição de retornar ao país por um período de dois anos, imposta a cidadãos britânicos envolvidos em combates na Síria e no Iraque, a menos que estes concordem em se sujeitar a um rígido monitoramento.

Críticos afirmam que essas "ordens de exclusão temporárias" poderão criar cidadãos britânicos "sem Estado", o que seria uma violação das leis internacionais. Além disso, a medida pode gerar sérios problemas para países de trânsito, como a Turquia.

NM/afp/rtr

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