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Mundo

Atenas 2004 sob o signo da segurança total

Dois milhões de espectadores são esperados em Atenas 2004. Os organizadores das Olimpíadas não poupam esforços para afastar o perigo do terrorismo. A Alemanha está entre os sete países do comitê de segurança olímpica.

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Câmeras no ar controlarão a segurança

A segurança das Olimpíadas de Atenas custará cerca de 1,2 bilhão de euros, soma recorde na história da competição. Originalmente estavam planejados apenas 650 milhões de euros, o que já corresponde a mais do dobro do que se gastou em 2000, em Sydney, Austrália.

Giorgos Floridis, ministro grego da Ordem Pública, explica: "Estamos em colaboração estreita com peritos dos Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Alemanha, Israel, Espanha e Canadá". Juntamente com os colegas estrangeiros, a polícia grega estudou 35 mil diferentes cenários de golpes terroristas, assim como as formas de enfrentá-los.

Trata-se do primeiro megaevento esportivo após os atentados de 11 setembro, nos Estados Unidos. São esperados mais de dez mil atletas e seus acompanhantes, além de 21 mil representantes da imprensa. E, sobretudo, dois milhões de espectadores.

Segurança tem limites: não à biometria

Da terra, ar e água, 70 mil policiais, bombeiros, funcionários da guarda costeira e mergulhadores da Marinha zelam pelos Jogos Olímpicos. Aviões Awacs da Otan e sua frota do Mar Mediterrâneo também estarão em ação, assim como especialistas em armas atômicas, biológicas e químicas.

O espaço aéreo sobre as cinco cidades olímpicas – Atenas, Salônica, Patrás, Volos e Heráclion – foi declarado " no flight zone": tudo o que as sobrevoar e não reagir aos comunicados será abatido. Os estádios já estão interditados há duas semanas, para fiscalização de todas as eventuais lacunas de segurança e pontos fracos.

Além disso, cerca de mil câmeras providas de sensores de ruídos patrulham os locais públicos. Esta notícia não agradou muito aos gregos, que temem que os olhos do Big Brother permaneçam instalados mesmo após as competições.

Embora a Grécia afirme que segurança olímpica é sua "prioridade máxima", seus cuidados têm limites. Assim, os turistas não precisarão fornecer seus dados biométricos, como impressões digitais ou varredura da íris. Segundo o Departamento de Proteção de Dados Pessoais, isso estaria violando seu direito à privacidade.

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