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NOTÍCIAS

Ataques aéreos da coalizão internacional forçam EI a recuar em Kobane

Segundo oficial curdo, controle de Kobane pelos jihadistas caiu de 30% para 20% com os ataques. EUA afirmam ter bombardeado a cidade síria na terça-feira, matando "várias centenas" dos milicianos do EI.

Os ataques aéreos da coligação internacional para combate ao "Estado Islâmico" (EI) fizeram a milícia recuar em várias zonas da cidade de Kobane, no norte da Síria. A informação foi transmitida pelo oficial curdo Idriss Nassen à agência de notícias AFP, nesta quinta-feira (16/10).

"A coalizão internacional combateu de forma mais eficaz nos últimos dias", afirmou Nassen, por telefone. Ele frisou que, antes, os jihadistas detinham o controle de 30% de Kobane, e agora dominam apenas menos de 20% da cidade de maioria curda, na fronteira com a Turquia.

Segundo o oficial, as forças curdas estariam "expulsando" os combatentes do EI para as zonas leste e sudeste de Kobane. Ainda assim, apelou por maior assistência militar internacional. "Precisamos de mais ataques, assim como de armamento e munições para combatê-los em solo."

US-Luftangriffe in der Nähe von Kobani

Fumaça sobre Minaze, vizinha de Kobane, após ataque aéreo dos EUA

Ataques americanos

Os Estados Unidos anunciaram ter bombardeado posições do EI na cidade por 18 vezes na terça-feira, matando "várias centenas" de combatentes sunitas. O porta-voz do Pentágono John Kirby enfatizou que "Kobane pode agora cair".

Segundo o Comando Central dos EUA, os últimos ataques aéreos por bombardeiros e caças americanos destruíram várias posições de combate do EI na área de Kobane, além de atingir 16 edifícios ocupados pelo inimigo. Esses ataques visam travar o avanço dos jihadistas, que na segunda-feira chegaram ao centro de Kobane.

Kirby confirmou que a maior parte da população da cidade curda fugiu, enquanto os extremistas continuavam chegando, com o objetivo de tomá-la. "Kobane é um território que eles querem", sublinhou.

O porta-voz atribuiu a diversos fatores o incremento dos ataques aéreos americanos contra Kobane, nesta semana: o afluxo reforçado de combatentes do "Estado Islâmico" à região, as restrições a ataques no Iraque, ditadas pelas condições meteorológicas, assim como a evacuação quase total da população civil da cidade síria, que reduz os riscos dos bombardeios.

NM/afp/ap/lusa

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