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Ataques aéreos sauditas deixam mais de 40 mortos no Iêmen

7 de junho de 2015

Bombardeios da coalizão liderada pela Arábia Saudita contra rebeldes xiitas houthis fazem dezenas de vítimas na capital iemenita. Relatos falam em 20 civis mortos e 100feridos, inclusive mulheres e crianças.

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Quartel-general dos houthis, no centro de Sana, sob bombardeio sauditaFoto: Reuters/M. al-Sayaghi

A coalizão liderada pela Arábia Saudita atacou neste domingo (07/06) o quartel-general dos rebeldes xiitas houthis na capital iemenita, Sana. O ataque aéreo deixou ao menos 44 mortos e mais de 100 feridos, afirmou a agência de notícias Saba, controlada pelos houthis.

Espera-se que o número de mortos venha a aumentar. "Mais de 44 cidadãos foram martirizados e 100 outros saíram feridos, incluindo mulheres e crianças, de acordo com números preliminares", afirmou a Saba.

A coalizão liderada pelos sauditas empreendeu quatro ataques antes do amanhecer. Diversas casas nas proximidades do quartel-general dos houthis, no centro de Sana, foram danificadas pelos bombardeios. O ataque veio um dia depois de as milícias xiitas terem lançado um míssil do tipo Scud sobre o território saudita, que, segundo Riad, teria sido interceptado.

Crise humanitária "catastrófica"

As tensões aumentam diante das negociações de paz mediadas pela ONU, planejadas para meados de junho. Representantes de ambos os governos iemenitas reconhecidos internacionalmente e também os houthis afirmaram ter aceitado o convite para as negociações.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita vem sendo criticada pelo alto número de civis mortos nos ataques aéreos. Segundo dados das Nações Unidas, o conflito no país árabe já deixou mais de mil civis mortos e 1 milhão de desalojados. Stephen O'Brien, coordenador das ações humanitárias da ONU, afirmou na última quarta-feira que o conflito criara uma crise humanitária "catastrófica" no Iêmen.

As negociações de paz mediadas pelas Nações Unidas visam estabelecer um cessar-fogo entre as partes conflitantes, permitindo o fornecimento de ajuda emergencial ao país abalado pela guerra.

CA/afp/rtr/ap