Ataque em escola na Flórida deixa 17 mortos | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 14.02.2018
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Estados Unidos

Ataque em escola na Flórida deixa 17 mortos

Suspeito é um ex-aluno de 19 anos. Ele abriu fogo contra estudantes usando um fuzil AR-15 e foi preso após deixar o local. Consulado do Brasil diz que brasileiros estudam na escola, mas nenhum está entre as vítimas.

Florida, Schießerei an einer High School (picture-alliance)

Alunos deixam escola da Flórida após ataque que deixou pelo menos 17 mortos.

O ataque de um atirador a uma escola secundária de Parkland, no condado de Broward, no sul do estado americano da Flórida, deixou pelo menos 17 mortos na tarde desta quarta-feira (14/02), segundo as autoridades locais.

O escritório do xerife de Broward afirmou que o atirador foi preso em um município vizinho uma hora após deixar o local do ataque. Ele foi identificado como Nikolas Cruz, de 19 anos, um ex-aluno da escola. Ainda de acordo com as autoridades, ele utilizou um fuzil AR-15 com "incontáveis cartuchos”.

"Há vários mortos. É uma situação horrível", disse à rede CNN Robert W. Runcie, o superintendente das escolas do condado de Broward.

Segundo a imprensa brasileira, o consulado do Brasil em Miami confirmou que há brasileiros estudando na escola, mas que nenhum foi ferido. Uma nota emitida pelo órgão diz que todos eles estão bem e em segurança.

O ataque ocorreu por volta de 15h no horário local (18h em Brasília) na escola Stoneman Douglas, em Parkland, uma cidade de 30 mil habitantes a 60 quilômetros de Miami. O departamento do xerife informou por meio de uma mensagem no Twitter que policiais estavam se deslocando para a escola após terem recebido ligações sobre disparos no local. O horário escolar estava quase no fim quando ocorreu o ataque.

Segundo autoridades ouvidas pela rede CBS, o atirador chegou a acionar o alarme de incêndio da escola para provocar caos antes de efetuar os disparos. Um aluno afirmou à CBS que os estudantes pensaram inicialmente que tudo não passava de um treinamento. 

Pelo menos três pessoas foram mortas em uma área externa da escola. O atirador seguiu depois para o prédio e matou mais doze pessoas no interior. Outras duas pessoas morreram após serem levadas para um hospital. 

Imagens divulgadas por emissoras dos EUA mostraram alunos deixando o prédio sendo escoltados por policiais armados. Imagens que teriam sido registradas no interior da escola contêm o som de disparos similares ao de uma arma semiautomática. Vários pais se dirigiram ao local logo após o ataque ter sido divulgado no noticiário.

"É absolutamente horrível. Não posso acreditar que isso esteja acontecendo", disse Lissette Rozenblat, cuja filha frequenta a escola, à CNN. A estudante disse à mãe que estava segura, mas que ouviu os gritos de uma pessoa que foi baleada.

As autoridades também apontaram inicialmente que 14 pessoas foram levadas com ferimentos para hospitais da região.

A Casa Branca comunicou que o presidente Donald Trump foi informado sobre o episódio. Mais tarde, Trump afirmou no Twitter que "nenhuma criança nem professor deveria se sentir inseguro em uma escola dos Estados Unidos."

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, também afirmou logo após o incidente "que nossos corações estão partidos por todas as vítimas e as famílias afetadas pelo terrível ataque de hoje".

O ataque desta quarta-feira é o 18° registrado neste ano em escolas ou imediações de centros de ensino, segundo o grupo Everytown for Gun Safety. Esse número inclui suicídios e incidentes em que ninguém foi ferido, bem como o incidente de janeiro, quando um jovem armado de 15 anos matou dois estudantes em uma escola secundária de Benton, Kentucky.

JPS/rt/ots

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