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Mundo

Ataque ao hospital de Kunduz aconteceu por engano, afirma general dos EUA

Bombardeio foi decidido pela cadeia de comando americana, declara John Campbell, chefe da Otan no Afeganistão, em depoimento no Senado dos Estados Unidos. Ataque ao hospital da Médicos Sem Fronteiras deixou 22 mortos.

O hospital da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Kunduz, no norte do Afeganistão, foi bombardeado por engano num ataque decidido pela cadeia de comando americana, declarou nesta terça-feira (06/10) o general americano John Campbell, chefe da missão da Otan no Afeganistão.

O bombardeio do hospital, na madrugada do último sábado, deixou 22 mortos, incluindo três crianças. A MSF assegurou que todas as partes do conflito conheciam as coordenadas do hospital e pediu uma investigação independente.

"Para ser claro, a decisão de fazer [um ataque aéreo] foi uma decisão americana, tomada pela cadeia de comando americana. O hospital foi atingido por engano. Nunca iríamos mirar deliberadamente instalações médicas", afirmou o general numa audição na Comissão de Forças Armadas do Senado dos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira, em Washington, o general afirmara que o bombardeio havia sido pedido pelas autoridades afegãs, o que provocou críticas por parte da MSF, que acusou os Estados Unidos de tentar transferir a responsabilidade para o governo afegão.

O general argumentou que as forças americanas estavam apoiando as tropas afegãs envolvidas em confrontos com os talibãs em Kunduz.

No Senado, Campbell disse também que os Estados Unidos devem reconsiderar a decisão de reduzir o número de tropas no Afeganistão no final de 2016. O plano do presidente Barack Obama é cortar o número de soldados de 9.800 para mil.

O incidente com o hospital de Kunduz ocorreu dias depois de a cidade ter sido tomada pelos talibãs, na que foi considerada a mais importante vitória dos insurgentes desde que eles foram afastados do poder, em 2001. O Exército afegão recuperou a cidade dias mais tarde, mas os confrontos prosseguiram entre as duas partes, que controlam diferentes bairros na cidade.

AS/lusa/ap/dpa

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