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Mundo

Ataque a museu deixa 11 mortos na Tunísia

Atiradores invadem museu em edifício ao lado do Parlamento em Túnis. Entre os mortos estão sete turistas estrangeiros e um tunisiano. Atiradores e um policial também morrem.

Dois atiradores armados com kalashnikovs abriram fogo num museu em Túnis, capital da Tunísia, nesta quarta-feira (18/03), matando ao menos oito pessoas e ferindo várias outras. Os atiradores acabaram mortos após um confronto com os policiais. Um policial também morreu na operação.

Logo após o ataque, os atiradores permaneceram no Museu Nacional do Bardo, mantendo algumas pessoas reféns. Forças de segurança isolaram a área ao redor do museu e evacuaram o Parlamento tunisiano, num edifício adjacente. Imagens de televisão mostraram turistas deixando o museu em busca de refúgio, protegidos por atiradores das forças de segurança.

Angriff Tunis Google Luftbild Englisch

Localização do Museu do Bardo e do Parlamento

O porta-voz do ministério do Interior, Mohamed Ali Aroui, afirmou inicialmente que o atentado deixou oito vítimas, entre elas sete turistas estrangeiros, mas não forneceu a nacionalidade das vítimas. Ele disse que havia cem turistas dentro do museu na hora do ataque. Mais tarde foram confirmadas as mortes de um policial e de dois atiradores.

Se as mortes de estrangeiros forem confirmadas, este será o pior ataque contra estrangeiros na Tunísia desde 2002, quando um atentado realizado por um homem-bomba da Al Qaeda matou 21 pessoas numa sinagoga na ilha turística de Djerba.

Nos últimos anos, a Tunísia tem sofrido com a violência de extremistas islamistas, alguns deles ligados ao braço da Al Qaeda no norte da África, que ocasionalmente lança ataques às forças de segurança do país, ou ao "Estado Islâmico".

Um grande número de tunisianos – cerca de 3 mil, segundo estimativas do governo – se juntou ao "Estado Islâmico" na Síria e no Iraque.

RC/ap/rtr/dpa

Angriff auf das Nationalmuseum in Bardo Tunis

Policiais durante cerco aos atiradores no Museu Nacional do Bardo, em Túnis