Ataque a barco com refugiados mata ao menos 31 no Iêmen | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 17.03.2017
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África

Ataque a barco com refugiados mata ao menos 31 no Iêmen

Embarcação transportando refugiados somalis é atacada por helicóptero perto do porto de Hodeida, controlado pelos rebeldes houthis, que culpam a coalizão árabe pelo ataque.

Pessoas transportam corpos de refugiados no porto de Hodeida

Corpos de refugiados mortos no ataque chegam ao porto de Hodeida, no Iêmen

Ao menos 31 refugiados somalis morreram, entre eles mulheres e crianças, e dezenas ficaram feridos perto do Estreito de Bab-el-Mandeb, no Iêmen, quando um helicóptero disparou contra a embarcação na qual viajavam, segundo autoridades iemenitas. O ataque também deixou dezenas de feridos.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o número de mortos é de pelo menos 31 e 80 sobreviventes foram levados para hospitais. Uma autoridade portuária local disse que 33 pessoas morreram.

Não está claro quem é responsável pelo ataque, que teria sido executado com um helicóptero Apache. A agência de notícias Saba, controlada pelos rebeldes, afirmou que o ataque foi executado pela coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, que apoiam o presidente Abd Rabbuh Mansur al-Hadi.

Um guarda costeiro afirmou à agência de notícias Reuters que os refugiados, que tinham consigo documentos oficiais do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), iam do Iêmen para o Sudão quando foram atacados por um helicóptero Apache no Mar Vermelho.

De acordo com testemunhas, o ataque ocorreu na noite desta quinta-feira (16/03) a cerca de 50 quilômetros do porto de Hodeida, que é controlado por rebeldes houthis. A embarcação, que chegou ao porto com o auxílio de barcos de pescadores, era capitaneada por três marinheiros iemenitas e havia saído da província de Áden com cerca de 140 refugiados que fugiam dos combates no Iêmen.

O Iêmen está mergulhado numa devastadora guerra civil entre os rebeldes houthis, apoiados pelo ex-presidente Ali Abdullah Saleh, e as forças leais a Hadi, que contam com o apoio de uma coalizão de países árabes liderada pela Arábia Saudita.

A área onde ocorreu o ataque é palco de vários bombardeios por parte das forças da coalizão árabe, pois ela é usada pelas forças rebeldes para o contrabando de armas.

AS/efe/rtr/ap/lusa

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