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Mundo

Ataque a aeroporto termina com 50 mortos no Afeganistão

Entre vítimas, há crianças e mulheres. Durante 27 horas, militantes do Talibã tentam assumir controle de local que também abriga base militar da Otan, em Kandahar, mas acabam neutralizados por forças de segurança.

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Forças de segurança combatem Talibã por 27 horas em aeroporto de Kandahar

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ataque ao aeroporto Kandahar

, ao sul do Afeganistão, deixou pelo menos 50 mortos, anunciou nesta quinta-feira (10/12) o Ministério afegão de Defesa. A ofensiva de militantes do Talibã contra o local, onde também funciona uma base aérea militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), durou 27 horas, até que as forças de segurança matassem o último insurgente.

Entre os mortos, há crianças e mulheres. O ataque começou na terça-feira, quando 11 militantes do movimento invadiram a região do complexo de alta-segurança e fizeram famílias como reféns. Os terroristas se esconderam em uma escola, de onde trocaram tiros com forças de segurança.

Alguns dos militantes acionaram os coletes explosivos que vestiam próximo a civis. Em 14 anos de guerra, o ataque no aeroporto da cidade de Kandahar, considerada o berço do movimento extremista, é o mais grave contra instalações militares no sul do país.

"Cinquenta cidadãos inocentes, incluindo dez soldados, dois policiais e 38 civis foram martirizados no ataque", disse o ministério em comunicado, acrescentando que 37 pessoas ficaram feridas na ação.

Testemunhas disseram que os militantes usaram civis como escudo humano para dificultar a contra-ofensiva. Depois de 27 horas de combates intensos, os militares mataram o último insurgente.

O Talibã postou uma foto no seu site dos militantes que teriam realizado o ataque. A imagem mostra 10 jovens vestindo uniforme militar e ostentando fuzis kalashnikov.

A escala de violência no país começou com a retirada das tropas estrangeiras, no final do ano passado. Com a diminuição da presença militar, o Talibã intensificou os ataques contra forças do governo afegão.

Diretor pede demissão

A intensificação do conflito culminou com o pedido de demissão do diretor-geral do serviço de inteligência afegão, Rahmatullah Nabil, após divergência com o presidente do país Ashraf Ghani sobre esforços no combate ao Talibã.

Nabil é contrário a reaproximação do país com o Paquistão, que está sendo realizada por Ghani. O Afeganistão já estava sem ministro de Defesa, devido a conflitos políticos, e, agora, fica sem o diretor-geral da serviço de inteligência, justamente, quando o Talibã mostrou que podem causar grandes danos, como fez no aeroporto de Kandahar.

CN/rtr/afp/lusa

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