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Mundo

Ataque aéreo atinge hospital dos Médicos Sem Fronteiras no Iêmen

Pequena unidade médica é destruída na província de Saada. Não há registro de mortos. Organização humanitária afirma que mísseis são da coalizão militar que combate os rebeldes houthis. Arábia Saudita nega.

Uma pequena unidade médica administrada pelos Médicos Sem Fronteiras (MSF) na província iemenita de Saada foi destruída por dois ataques aéreos, disse o chefe da organização no Iêmen, Hassan Boucenine, nesta terça-feira (27/10). Não houve mortes.

A primeira explosão ocorreu por volta das 23 horas (horário local) de segunda-feira e atingiu o prédio que abrigava escritórios da administração da unidade de saúde, segundo Boucenine. Ele afirmou que ninguém estava dentro do prédio, acrescentando que no momento em que o edifício principal foi atingido, cerca de dez minutos depois, os cerca de 12 funcionários e pacientes já haviam sido retirados.

"Está completamente destruído", disse Boucenine, sobre o hospital. A organização opera em oito províncias do Iêmen num momento em que muitos grupos externos de ajuda humanitária e até mesmo o pessoal das Nações Unidas já deixaram o país.

"Pode ter sido um erro, mas fato é que se trata de um crime de guerra. Não há razão para bombardear um hospital. Nós fornecemos [à coalizão] todas as nossas coordenadas de GPS, há cerca de duas semanas", afirmou.

Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita e apoiada pelos Estados Unidos tem lançado ataques aéreos contra rebeldes xiitas no Iêmen, também conhecidos como houthis, e seus aliados desde março. Saada, a fortaleza dos houthis, tem sido alvo constante dos bombardeios.

O MSF afirmou que a unidade médica foi atingida por mísseis de caças da coalizão. O porta-voz da operação militar, o brigadeiro-general Ahmed Asseri, disse que jatos da coalizão tinham estado em ação sobre Saada. Mas quando perguntado se tinham atingido um hospital, ele foi enfático: "De jeito nenhum". A Anistia Internacional pediu por uma investigação independente.

As Nações Unidas afirmaram que a instalação atingida foi o 39º centro de saúde destruído desde que a violência escalou em março, acrescentando que a crítica escassez de combustível, medicamentos, eletricidade e água poderiam significar o fechamento de muitos outros hospitais.

Este foi a segunda destruição de um hospital administrado pelos Médicos Sem Fronteiras neste mês. Em 3 de outubro, helicópteros americanos bombardearam um

hospital da organização na cidade afegã de Kunduz

, matando 30 pessoas. Os EUA afirmaram que o hospital foi

atingido por engano

, depois de que as forças afegãs tinham solicitado um ataque aéreo. O presidente

Barack Obama pediu desculpas

.

PV/ap/rtr

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