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Mundo

Até o último minuto, Netanyahu tenta angariar votos de conservadores

Primeiro-ministro de Israel promete governo nacionalista e endurece discurso linha-dura na tentativa de conquistar indecisos. Ao conclamar apoiadores a combater voto da minoria árabe, é chamado de racista pela esquerda.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, endureceu o discurso em sua última tentativa de tentar atrair votos dos israelenses, que vão às urnas nesta terça-feira (17/03). Ao deixar sua seção eleitoral em Jerusalém, Netanyahu prometeu que seu partido conservador Likud, caso saia vitorioso das urnas, não fará coalizão com a esquerda.

"Não haverá união do governo com o Partido Trabalhista. Formaremos um governo nacionalista", afirmou o premiê a jornalistas. Segundo ele, em caso de vitória, o partido ultranacionalista Habait Jehudi (Lar Judaico), do atual ministro da Economia, Naftali Bennet, será seu primeiro parceiro de coalizão.

Mais cedo, uma mensagem divulgada no Facebook do premiê pedia a seus apoiadores para ir às urnas combater o voto da minoria árabe. Segundo Netanyahu, uma grande participação dos cidadãos árabe-israelenses, que somam 20% da população, coloca o Likud "em risco".

"Com a sua ajuda, e ajuda de Deus, vamos construir um governo nacionalista que vai proteger o Estado de Israel", afirmou o primeiro-ministro.

A mensagem gerou indignação da esquerda israelense, que não tardou em acusar o opositor de racismo. "Nenhum líder ocidental ousaria fazer semelhante comentário racista. Imaginemos um primeiro-ministro ou um presidente de qualquer democracia que diz, por exemplo, que seu governo está em perigo porque eleitores negros estão votando em massa. Horrível, não é verdade?", afirmou a deputada trabalhista Shelly Yachimovich, também por mensagem no Facebook.

A declaração do primeiro-ministro vem em resposta à união de partidos árabes em Israel, que vêm tentando mobilizar a população árabe, geralmente apática às urnas, a votar e fortalecer a participação da minoria na política do país.

Em meio a sinais de que após seis anos à frente do governo de Israel seu mandato pode estar perto do fim, Netanyahu deu uma guinada ainda mais à direita nos últimos dias, mobilizando sua base mais linha-dura e nacionalista e conclamando por votos dos mais conservadores.

Na segunda-feira, ele declarou que vai se opor à criação de um Estado palestino caso seja reeleito, alegando que isso tornaria Israel "mais vulnerável a ataques do extremismo islâmico".

Pesquisas de opinião mostram que a disputa deve ser acirrada entre o Likud de Netanyahu e a União Sionista, de esquerda, liderada por Isaac Herzog. Divulgada na sexta-feira, a última sondagem revelou, porém, que o número de indecisos ainda é grande.

MSB/dpa/ap/lusa

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