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Mundo

Até 30 mil combatentes lutam pelo "Estado Islâmico", estima CIA

Número é três vezes maior do que o estimado anteriormente e inclui milhares de estrangeiros. Grupo radical conseguiu novos adeptos após recentes sucessos no campo de batalha e proclamação de um califado.

Os terroristas do “Estado Islâmico” (EI) contam com cerca de 20 a 31,5 mil combatentes no Iraque e na Síria, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (11/09) pela Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA). O número é muito maior do que as estimativas anteriores, que apontavam para aproximadamente 10 mil militantes do grupo na região.

A CIA acredita que haja 15 mil combatentes estrangeiros somente na Síria, incluindo 2 mil originários do Ocidente. A avaliação foi feita com base numa nova análise de relatórios do órgão referentes ao período de maio a agosto deste ano.

“Esse total reflete um aumento no número de membros por causa do forte recrutamento desde junho, após sucessos e maior atividade no campo de batalha e a proclamação de um califado”, disse em comunicado o porta-voz da Cia Ryan Trapani.

Autoridades americanas têm manifestado preocupação com a presença de militantes de outros países entre os radicais sunitas, sobretudo em relação àqueles que possuem passaportes ocidentais. Isso possibilitaria que eles retornassem dos campos de batalha com o objetivo de conduzir ataques terroristas na Europa e nos Estados Unidos.

A revelação da CIA foi feita no dia do 13º aniversário dos ataques do 11 de Setembro e poucas horas depois do presidente Barack Obama ter anunciado a ampliação da ofensiva americana contra os jihadistas, incluindo ataques aéreos à Síria.

Na guerra contra o terror, aumenta em Washington a esperança de contar com o apoio da Europa para os ataques aéreos. Um porta-voz do premiê britânico, David Cameron, disse que o Reino Unido não descarta uma intervenção na Síria. A França também se manifestou disposta a colaborar com ataques aéreos no Iraque “se necessário”, segundo o Ministro do Exterior francês, Laurent Fabius.

A Alemanha, por outro lado, não pretende se envolver. “Não fomos sequer solicitados para tal e nem o faremos”, disse o Ministro do Exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier. Ele diz preferir apostar numa “estratégia política” para conter os extremistas, fazendo referência ao envio de armas da Alemanha para ajudar os curdos a se defenderem do EI no norte do Iraque.

Enquanto isso, dez países árabes comprometeram-se a colaborar com o Ocidente: Arábia Saudita, Iraque, Bahrein, Egito, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar e Emirados Árabes Unidos. Reunidos nesta quinta-feira numa conferência antiterrorismo em Jidá, na Arábia Saudita, eles se comprometeram a conter o fluxo de combatentes e o financiamento dos jihadistas e, caso necessário, se juntar a uma intervenção militar.

IP/afp/dpa

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