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Alemanha

Assinado protocolo para abertura do Arquivo do Holocausto

Mais de 60 anos após o final da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha e sete outros países assinam um protocolo para liberação do maior arquivo nazista do mundo, localizado em Bad Arolsen, no Estado alemão de Hessen.

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Arquivo reúne cerca de 50 milhões de documentos em 25 quilômetros de prateleiras

A Alemanha e sete outros países assinaram, nesta quarta-feira (26/07) no Ministério das Relações Exteriores em Berlim, o protocolo para a abertura do Arquivo do Holocausto de Bad Arolsen.

Os signatários são membros do comitê administrativo do arquivo, fundado pela Cruz Vermelha britânica em 1943. Dele fazem parte Alemanha, França, Grécia, Reino Unido, Luxemburgo, Itália, Israel e Estados Unidos, além da Bélgica, dos Países Baixos e da Polônia, que devem assinar o protocolo até 1° de novembro, antes da abertura definitiva.

O Arquivo do Holocausto ou Arquivo de Bad Arolsen cuida dos destinos das vítimas civis desaparecidas e perseguidas pelo regime nazista. Até agora, ele só era acessível ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e as informações nele contidas só podiam ser repassadas às vítimas ou a seus parentes mais próximos, para ajudá-los a localizá-las.

Lista de Schindler entre os documentos

Suchdienst des Roten Kreuz in Bad Arolsen

Governo temia onda de processos

A abertura do arquivo vai permitir a pesquisadores o acesso a documentos sobre 17,5 milhões de prisioneiros de campos de concentração, trabalhadores forçados e outras vítimas do regime nazista. Em 25 quilômetros de prateleiras, há mais de 50 milhões de documentos, entre eles a Lista de Schindler.

Documentadas rigorosamente pela SS, a polícia nazista, também encontram-se nas pastas informações sobre tortura, orientação sexual dos prisioneiros, incesto ou sobre colaborações com os nazistas.

O governo alemão hesitou muito em liberar tais informações, temendo processos por parte das vítimas ou de seus descendentes. Afinal, os documentos poderiam conter dados bastante sensíveis sobre as vítimas, inclusive informações de crimes praticados anteriormente.

Estados Unidos pressionaram abertura

Seis décadas após o final da Guerra, os Estados Unidos foram a força motriz para a abertura do arquivo. O embaixador norte-americano em Berlim, William Timken, avaliou a assinatura do protocolo como uma grande ajuda para os familiares. "Perguntas que não foram respondidas podem agora encontrar respostas", comentou.

"Esperou-se vários anos pela abertura do arquivo", afirma Shimon Stein, embaixador israelense na Alemanha. "Eu fico contente pela assinatura deste protocolo, que permitirá o aprofundamento das pesquisas sobre a trágica era nazista", afirmou Stein.

Os onze países membros do comitê administrativo do Arquivo de Bad Arolsen receberão, por ocasião da abertura, uma cópia digitalizada do conteúdo, colocando-os assim à disposição da pesquisa.

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