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Mundo

Assembleia Geral da ONU debate violência na Síria e protestos de muçulmanos

Encontro que reunirá representantes de 193 países em Nova York vai discutir ainda temas polêmicos, como o programa nuclear do Irã. Como manda a tradição, o Brasil abrirá a 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

Quando os chefes de governo e de Estado de todo o mundo se reuniram durante a última Assembleia Geral da ONU em setembro no ano passado, o principal tema na época eram as esperanças e também as preocupações geradas com os protestos da Primavera Árabe. Um ano depois, o mundo árabe permanece como o tópico principal das conversas entre os representantes de 193 países.

Além dos sangrentos conflitos entre governo e rebeldes na Síria, os recentes protestos em países muçulmanos contra um filme norte-americano considerado ofensivo ao Islã devem dominar as discussões durante o encontro que começa na próxima terça-feira (25/09). O controverso programa nuclear iraniano também deve ser tema dos sete dias de debates.

Mesmo sem poder impor sanções ou autorizar intervenções militares como o Conselho de Segurança da ONU, a Assembleia Geral serve de palco para que os países discutam questões globais e abre espaço para negociações em encontros paralelos, ou mesmo a consultas ao Conselho de Segurança, presidido até o fim do mês pela Alemanha.

Presidência temporária

De acordo com o ministro alemão de Relações Exteriores, Guido Westerwelle, a violência na Síria está no foco do órgão principal das Nações Unidas. Ainda na segunda-feira, Westerwelle se encontra com o enviado internacional da Liga Árabe e da ONU na Síria, Lakhdar Brahimi, para debater a situação no país sob o regime do presidente Bashar al-Assad.

Protestos de muçulmanos contra filme será um dos principais temas do encontro

Protestos de muçulmanos contra filme será um dos principais temas do encontro

Sob comando dos alemães, na quarta-feira o Conselho deve se reunir para discutir as revoltas no mundo árabe. Segundo diplomatas de países ocidentais, é possível que seja apresentada uma declaração para se avaliar a atuação da Liga Árabe na região em favor da democracia e dos direitos humanos.

No entanto, uma das barreiras para aumentar a pressão sobre Assad é a atuação da China e da Rússia no órgão. Os dois países, aliados do presidente sírio, vetaram em julho pela terceira vez seguida uma resolução que aumentaria a pressão sobre Assad.

Protestos islâmicos

Conforme manda a tradição, o Brasil abrirá a Assembleia Geral da ONU com um discurso da presidente Dilma Rousseff. Em seguida, o presidente dos EUA, Barack Obama, deverá falar sobre as recentes manifestações violentas no mundo árabe contrárias a um vídeo norte-americano considerado pelos muçulmanos ofensivo à sua religião.

O programa nuclear do Irã também deve ser tema de conversas durante o encontro dos chefes de governo e de Estado. Além dos EUA, França e Reino Unido voltaram a alertar Teerã que o prazo para se chegar a um consenso sobre o programa nuclear chegou ao fim. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, juntamente com a Alemanha, discutirão o assunto na quinta-feira.

Conflitos na Síria já duram um ano e meio

Conflitos na Síria já duram um ano e meio

Em anos anteriores, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, usou seus discursos diante da Assembleia para defender o programa nuclear de seu país, insistindo que o objetivo é usá-lo para fins pacíficos. O eventual desenvolvimento de armas nucleares preocupa principalmente Israel, que por isso pressiona o governo norte-americano a tomar medidas mais duras contra o Irã.

Os esforços dos palestinos para ganharem um assento na ONU também deve ser discutido durante o encontro. No entanto, especula-se que os palestinos devem aguardar o fim da campanha eleitoral nos EUA – na qual Obama tenta a reeleição – para lançar um novo pedido para entrar na instituição.

MSB/afp/rtr
Revisão: Carlos Albuquerque

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