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Mundo

"Assassino número 1" do apartheid ganha liberdade condicional

Condenado por matar e torturar dezenas de opositores, Eugene de Kock está preso há 20 anos. Decisão sobre condicional é controversa na África do Sul, que ainda lida com legado do regime repressor.

Eugene de Kock, chefe de um esquadrão da morte na época do apartheid, ganhou liberdade condicional após passar duas décadas na prisão, informou o governo da África do Sul nesta sexta-feira (30/01). De Kock ficou conhecido como o assassino número 1 do regime.

A hora e o lugar da liberação do prisioneiro, de 66 anos, não vão ser divulgados, declarou o ministro sul-africano da Justiça, Michael Masutha. Ele disse ainda que De Kock havia pedido segredo sobre as condições de sua liberação.

No ano passado, Masutha havia recusado o pedido de liberdade condicional, afirmando que as famílias de suas vítimas não haviam sido consultadas.

Como líder de um esquadrão da morte em Vlakplaas, uma fazenda localizada a 20 quilômetros de distância de Pretória, De Koch foi acusado de ter matado e torturado dezenas de opositores do regime do apartheid.

Preso em 1994, ano em que Nelson Mandela chegou ao poder, De Kock foi condenado a 212 anos de reclusão por seus crimes. Durante o tempo na prisão, De Kock fez contato e pediu perdão a algumas das famílias de suas vítimas. Masutha afirmou que De Kock ajudou as autoridades na busca por ativistas desaparecidos durante o apartheid.

Adiada por diversas vezes no ano passado, a decisão de conceder liberdade condicional a De Kock continua controversa num país que ainda lida com o legado de repressão e brutalidade por parte de um regime de minoria branca, instalado na África do Sul entre 1948 e 1994.

CA/ap/rtr

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