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Mundo

Assad nega ter declarado que jamais renunciaria

Às vésperas da conferência pela paz na Síria, agência de notícias russa divulga que presidente sírio teria dito a parlamentares russos que deixar o poder está "fora de questão". Gabinete em Damasco desmente informação.

Assessores do governo sírio, assim como a mídia estatal, desmentiram notícias veiculadas na manhã deste domingo (19/01) de que o presidente Bashar al-Assad não irá de forma alguma renunciar a seu cargo. A agência russa de notícias Interfax havia reproduzido uma afirmação de Assad neste sentido, referindo-se a um discurso do presidente a parlamentares russos em Damasco.

"O que a agência russa de notícias Interfax publicou como sendo uma declaração feita pelo presidente Assad é incorreta", afirmou a assessoria presidencial.

"Fora de questão"

De acordo com a reportagem da Interfax, Assad teria dito aos parlamentares russos: "Se quiséssemos desistir, teríamos feito isso bem no começo". O comentário dizia supostamente respeito às negociações para a paz na Síria, impulsionadas por uma conferência na próxima quarta-feira em Montreux, na Suíça, durante a qual representantes do regime Assad irão se sentar à mesa com a oposição pela primeira vez desde o início dos conflitos, em março de 2011.

A recusa por parte de Assad em aceitar a condição exigida pela oposição para participar das negociações foi divulgada um dia depois de a Coalizão Nacional Síria (CNS) – o maior grupo que congrega facções de oposição no país – ter votado, de última hora, seu "sim" à participação na conferência intitulada Genebra 2.

"Esse assunto não está em discussão. Somente o povo sírio pode decidir quem participa das eleições", teria dito Assad, segundo a agência russa. A conferência, há muito aguardada, prevê uma solução política para encerrar a guerra civil que assola a Síria.

Antes da publicação das supostas declarações de Assad neste domingo, o presidente da CNS, Ahmad al-Jarba, já havia ressaltado que o único propósito da participação da organização liderada por ele na conferência de Genebra é tirar o presidente sírio do poder.

Oposição vai negociar

Nationale Syrische Allianz berät in Istanbul

No sábado, principal grupo da oposição síria confirmou presença na conferência pela paz na Suíça

No sábado, Jarba havia afirmado durante reunião da CNS em Istambul, que "Genebra 2 é uma mesa de negociação de via única, cuja objetivo é alcançar todas as metas da revolução. E sobretudo cortar todos os poderes do açougueiro", referindo-se a Assad.

Durante os quase três anos do conflito na Síria, todos os esforços em reunir as duas partes numa mesa de negociação acabaram falhando – parte por causa da insistência de Assad em permanecer no poder, parte pela recusa da CNS em participar de negociações que não tivessem a renúncia do presidente como um pré-requisito. Genebra 2 será, portanto, o primeiro encontro dos dois lados desde que a violência eclodiu no país.

A guerra civil na Síria deixou até agora um saldo de mais de 130 mil mortos, milhões de pessoas deslocadas de seus lugares de origem dentro do país e mais de dois milhões vivendo no exílio em países vizinhos.

SV/afp/rtr

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