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Mundo

Assad diz que destruição de armas químicas vai levar um ano

Em entrevista a emissora americana, presidente sírio reitera estar comprometido com a destruição de seu arsenal químico. ONU vai enviar novo time de inspetores à Síria.

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, assegurou pessoalmente que vai destruir as armas químicas de seu país. Esse processo deverá durar um ano e custar cerca de 1 bilhão de dólares, disse Assad nesta quarta-feira (18/09) em entrevista à emissora americana de TV Fox News.

Assad anunciou que seu país vai cumprir por completo o tratado de armas químicas das Nações Unidas, o que inclui a destruição do arsenal sírio.

"Tecnicamente, eu acho que se trata de uma operação complicada", disse Assad em alusão à destruição das armas químicas. "E é necessário muito dinheiro, cerca de 1 bilhão."

Assad salientou ainda que seu governo não foi responsável pelo ataque de gás químico em 21 de agosto próximo a Damasco e que isso seria obra dos rebeldes.

Segundo inspetores das Nações Unidas, no ataque foi usado o gás sarin. De acordo com informações do governo americano, mais de 1.400 pessoas teriam morrido nesse ataque. Diversos países ocidentais, entre eles EUA, Reino Unido, França e Alemanha, responsabilizam as forças de Assad pelo ataque com gás químico. Por esse motivo, Paris e Washington ameaçaram Assad com uma intervenção militar.

Assad pede "bom senso" a Obama

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Na entrevista à emissora Fox, Assad negou que a ameaça de intervenção militar o tivesse levado a aceitar o aniquilamento das armas químicas. Isso foi "um mal-entendido", disse o presidente sírio. "A Síria nunca se curvaria a uma ameaça."

Ao mesmo tempo, Assad exigiu do presidente Barack Obama que parasse de ameaçar seu país com um ataque militar. Obama deveria antes escutar "o bom senso" de seu povo. Uma boa parte dos cidadãos americanos é contra ou está cético quanto a uma intervenção militar no conflito da Síria.

Segundo um acordo entre os Estados Unidos e a Rússia, o regime Assad deve apresentar seu arsenal de armas químicas até este sábado. O consenso entre Moscou e Washington prevê que, até meados de 2014, as armas químicas sírias devem ser levadas para fora do país e ser aniquiladas.

Assad disse à Fox que estaria de acordo que o governo americano levasse as armas para serem destruídas nos EUA caso Washington estivesse disposto "ao pagamento de dinheiro." No entanto, especialistas duvidam que esse plano possa ser realizado em meio à guerra civil.

Quanto a essa questão, o presidente sírio afirmou ainda que seu país não se encontraria numa guerra civil. "Nós nos encontramos numa guerra". Assad disse que se trataria de uma "nova forma de guerra", na qual rebeldes islâmicos de mais de 80 países estariam lutando contra seu governo. Entre eles estariam inúmeros terroristas e membros da Al Qaeda.

Nova missão de inspetores

Após a apresentação do relatório da ONU na última segunda-feira, afirmando que armas químicas foram usadas em larga escala na guerra civil que assola a Síria, a Rússia levantou agora dúvidas sobre a objetividade do relatório dos inspetores das Nações Unidas. A ONU, por sua vez, rebateu as críticas russas.

Martin Nesirky, porta-voz das Nações Unidas, declarou nesta quarta-feira que os resultados da investigação sobre o emprego de gás químico seriam "indiscutíveis" e que os resultados falam por si mesmo. Trata-se de um "relatório completamente objetivo", assinalou Nesirky.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou uma nova missão de inspetores no país em guerra. Eles deverão investigar novos casos. Posteriormente, a equipe de especialistas irá apresentar um relatório, disse Ban nesta terça-feira em Nova York.

CA/dpa/rtr/afp

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