Assad culpa ″conspiração internacional″ por protestos e rejeita renúncia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 10.01.2012
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Mundo

Assad culpa "conspiração internacional" por protestos e rejeita renúncia

Em discurso na televisão, o presidente da Síria nega ter dado ordens para atirar contra manifestantes e diz que uma conspiração estrangeira e terroristas estão por trás dos protestos contra o seu governo.

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Bashar al Assad discursou na Universidade de Damasco

O presidente da Síria, Bashar al Assad, disse que responderá com "mão de ferro" às ameaças contra seu governo e descartou a renúncia num discurso transmitido nesta terça-feira (10/01) pela televisão estatal, o primeiro desde a presença dos observadores da Liga Árabe no país.

Ao mesmo tempo, disse concordar com a ideia de incluir todas as forças políticas no governo e anunciou para março um referendo sobre uma nova Constituição, em substituição à atual, que confere ao partido dele, o Baath, um papel dominante. O referendo será seguido de eleições gerais, afirmou.

"Convocaremos um referendo (talvez) na primeira semana de março. Eleições devem estar conectadas a uma nova Constituição. Elas poderão se realizar no início de maio", declarou no discurso proferido na Universidade de Damasco e transmitido pela TV.

"Conspiração estrangeira"

No discurso – o quarto desde o início da revolta contra o governo, em março do ano passado – Assad repetiu as acusações de que uma conspiração estrangeira e terroristas estão por trás dos protestos e não pessoas interessadas em mudar o país.

Assad afirmou que a suposta conspiração estrangeira se aproveita dos protestos pacíficos para realizar sabotagens e provocar destruição, espalhando o medo entre os sírios. A situação, disse ele, é uma ameaça à soberania do país. Ele também acusou a imprensa internacional de tentar empurrar o país para o colapso.

Sem tolerância com "terroristas"

Apesar do elevado número de mortos e feridos nos protestos, Assad negou ter dado ordens para atirar nos manifestantes. "Ninguém está sendo protegido. Ninguém recebeu ordens para abrir fogo contra qualquer cidadão", disse.

Mas ele disse que prioridade é restaurar a ordem na Síria e que isso só pode ser obtido tratando os terroristas com mão de ferro. "Não há tolerância com o terrorismo ou com aqueles que usam armas para matar", declarou. "Não seremos lenientes com aqueles que trabalham com estrangeiros contra a nação."

Assad também criticou a Liga Árabe, afirmando que o bloco falhou na missão de defender os interesses árabes. "Os países árabes que nos aconselham reformas não sabem nada de democracia", disse. Ele assegurou que foi ideia dele enviar à Síria uma missão de observadores da Liga. "Fui o primeiro a sugeri-la", disse.

AS/ap/rtr/dpa/afp
Revisão: Soraia Vilela

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