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Mundo

Assad adverte que intervenção militar na Síria pode ter "consequências globais"

Presidente sírio afirma que não deixará o país e faz ameaças ao Ocidente, no caso de uma intervenção externa. Enquanto isso, a oposição se fortalece e busca unidade.

Bashar al-Assad rejeitou, nesta quinta-feira (08/11), os apelos para deixar o país e advertiu que uma intervenção militar na Síria poderia ter "consequências globais". "Eu vivo na Síria e morrerei na Síria", disse Assad em entrevista ao canal de notícias russo Russia Today. "Eu não sou um fantoche. Não fui feito pelo Ocidente, para ir para o Ocidente ou para qualquer outro país."

Na terça-feira, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, sugeriu que Assad poderia contar com uma "saída segura" da Síria. Assad alertou para o perigo de uma intervenção estrangeira no seu país, dizendo que a instabilidade resultante criaria "um efeito dominó, que afetaria o mundo do Atlântico ao Pacífico". "Eu não acho que o Ocidente esteja indo nesta direção (de intervir), mas, se o fizer, ninguém pode dizer o que virá a seguir", ameaçou.

Fortalecimento da oposição

Planos para fortalecer a oposição estão sendo discutidos por lideranças árabes, incluindo o chefe da Liga Árabe, Nabil al Arabi, em uma reunião em Doha, no Qatar, nesta quinta-feira (08/11).

No encontro, 400 membros do Conselho Nacional da Síria (SNC, na sigla em inglês) definirão um grupo de 40 pessoas que representarão toda a oposição, com a tarefa de formar um governo de transição pós-Assad. Segundo várias agências de notícias, este plano tem o apoio de Washington.

Islamitas compõem cerca de um terço da oposição, que também inclui as minorias curda e assírios. O Conselho Nacional da Síria reivindica uma maior participação de mulheres e de representantes das comunidades cristã e alauíta.

Questões humanitárias

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em Genebra, afirmou que está tendo dificuldade em gerir a crise criada com o conflito na Síria, com milhares de pessoas fugindo de suas casas. "A situação humanitária está piorando, apesar do aumento do alcance da operação", disse o presidente da Cruz Vermelha, Peter Maurer. "Não conseguimos lidar com o agravamento da situação. Há várias regiões que não conseguimos cobrir."

Maurer ressaltou que a Cruz Vermelha e seu parceiro Crescente Vermelho enfrentam graves problemas no atendimento das pessoas afetadas pela violência e pela rebelião na Síria.

AFN/afp/dpa/rtr
Revisão: Roselaine Wandscheer

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