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Mundo

Assad acusa EUA e "terroristas " pela violência na Síria

Em entrevista a uma emissora alemã de TV, o presidente sírio creditou aos EUA e a "terroristas" a culpa por mais um ano de conflitos no país. Assad afirmou também que alguns países sabotaram o plano de paz de Annan.

O presidente sírio Bashar al-Assad aproveitou um dos raríssimos momentos de conversa com um órgão de mídia ocidental para afirmar que continua contando com o apoio da maioria da população de seu país. Além disso, ele responsabilizou "terroristas" pela violência que a Síria enfrenta há mais de um ano, com um saldo de milhares de mortos.

Em entrevista exclusiva à emissora alemã de direito público ARD, Assad disse ser absolutamente claro o apoio do povo a seu governo. Segundo o presidente, ele não teria conseguido se manter no poder não fosse esse apoio, principalmente tendo em vista que os países ocidentais querem destituí-lo do cargo.  Além disso, Assad excluiu a possibilidade de renúncia. "O presidente não deve fugir de desafios. E temos um desafio nacional na Síria agora", disse ele.

O massacre de Houla

Assad, que herdou o cargo de seu pai no ano 2000, revidou ainda a hipótese de que soldados do governo estejam por trás do assassinato em massa de civis no país, ocorrido no que se chamou de "o massacre de Houla", em maio último. O massacre deixou um saldo de mais de 100 mortos, tendo sido, segundo Assad, parte de um complô dos oposicionistas armados a fim de desacreditar seu governo.

"Eles cometeram um crime, publicaram vídeos, forjaram os vídeos e vestiram roupas de soldados, dos nossos soldados das Forças Armadas, a fim de responsabilizá-las pelo ocorrido", declarou Assad. Segundo ele, os mortos em Houla eram, na verdade, defensores do governo. Uma investigação conduzida pelas Nações Unidas apontou que o massacre de Houla foi cometido pelas forças governamentais.

Terroristas, os EUA e os outros

Assad afirmou que os responsáveis pela violência na Síria são "uma mistura, um amálgama de Al Qaeda com outros extremistas". E não apenas isso. Segundo ele, Washington também apoia ativamente os oposicionistas na Síria. "Eles oferecem proteção e apoio político para essas gangues criarem a instabilidade, desestabilizando assim a Síria".

Assad acusou também a Arábia Saudita, o Catar e a Turquia de darem apoio aos rebeldes com o fornecimento de armas e outras formas de suporte. Quando questionado sobre como seu governo reagiria em caso de uma intervenção militar coordenada pela comunidade internacional, Assad declarou que as forças do governo iriam defender o país. "Não importa se você está preparado ou não, você tem que defender seu país, mas melhor é estar preparado", concluiu o presidente.

Elogio a Annan

Ao mesmo tempo, contudo, Assad afirmou estar aberto a uma solução não militar para o conflito, demonstrando inclusive disposição para dialogar com os EUA. "Nunca fechamos nossas portas para nenhum país do mundo. Mas eles fecharam as deles", completou o presidente sírio.

Assad demonstrou também apoio a Kofi Annan, enviado das Nações Unidas e da Liga árabe ao país. Annan, segundo Assad, está "fazendo um bom trabalho". Ele acrescentou ainda que o plano de paz de seis pontos proposto por Annan fracassou porque "muitos países não querem que ele dê certo".

No domingo (08/07), Annan chegou a Damasco para conversar com oficiais sírios a respeito de um plano de paz para o país, que já deveria ter sido iniciado há meses com um cessar-fogo, embora não tenha sido até hoje implementado.

SV/ap/dpa/rtr
Revisão: Roselaine Wandscheer

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