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Futurando!

As várias faces da medicina

Estresse, dores crônicas, problemas respiratórios e outras doenças modernas são tratadas pela medicina alternativa. E essa tendência tem aumentado com a regulamentação de práticas não convencionais para cuidar da saúde.

Saúde, qualidade de vida e longevidade é o que a maioria das pessoas busca. Mas para obter esse bem-estar é necessário recorrer com frequência à medicina, seja para curar alguma doença ou para melhorar a condição física. Os mais atentos à própria saúde também buscam a medicina para se prevenir de diversos males. Isso tudo é possível graças ao desenvolvimento de formas de tratamento e prevenção que não se limitam apenas à medicina convencional, mas englobam também a Medicina Alternativa Complementar (MAC) ou tradicional. E é nesta seção que entram procedimentos como a acupuntura, mostrada na reportagem do Futurando desta semana.

A medicina convencional ou alopática é baseada em estudos científicos, ou seja, tudo que nela é aplicado tem resultado comprovado por pesquisas. Os avanços neste campo com o passar dos séculos permitiu que fossem desenvolvidas vacinas, combate a epidemias, cirurgias complexas, transplantes, além de exames ultradetalhados do corpo humano. Por outro lado, a evolução humana também trouxe diversos novos problemas para a saúde das pessoas, como o estresse, alergias, problemas respiratórios e dores crônicas.

O estresse no trabalho é um dos grandes vilões do bem-estar e qualidade de vida

O estresse no trabalho é um dos grandes vilões do bem-estar e qualidade de vida

A ironia é que as pessoas têm buscado cada vez mais a medicina não convencional para curar ou amenizar este nova gama de patologias. É quando entra em cena a MAC, ou medicina tradicional. Essas denominações são baseadas na cultura ocidental e podem mudar de sentido, dependendo da região.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a MAC é um conjunto de práticas de cuidados ao corpo que não está regulamentado no sistema de saúde de um determinado país ou não faz parte da tradição de seu povo. A MAC têm uma abordagem holística sobre o funcionamento do corpo humano e caráter preventivo.

O termo é desmembrado: fala-se em medicina alternativa quando a MAC substitui a medicina convencional. E denomina-se medicina complementar quanto a prática acompanha os métodos conveniados com o sistema de saúde.

A importância da cultura

Ervas medicinais são usadas pelo homem há mais de dois milênios

Ervas medicinais são usadas pelo homem há mais de dois milênios

A medicina tradicional é formada por práticas fundamentadas em conhecimentos, crenças e experiências próprias de cada cultura. Longe do seu local de origem, ela é considerada alternativa ou complementar. A acupuntura, por exemplo, faz parte da medicina tradicional na China, mas no Brasil integra a MAC.

Este campo do conhecimento recebe bastante atenção da OMS devido à sua grande influência em povos do mundo todo, já que em alguns lugares é utilizada há mais de dois mil anos, como na China. Dados da organização indicam que, em países asiáticos e africanos, 80% da população depende da medicina tradicional para o atendimento primário. Nos países desenvolvidos, 70% a 80% das pessoas já recorreram a este método.

O destaque vai para a Fitoterapia – tratamento a base de plantas medicinais –, que é o método mais conhecido da área e também o mais rentável. A cada ano, a atividade movimenta bilhões de dólares em todo o mundo, inclusive no Brasil. Por isso, mais de 100 países têm leis para o comércio de plantas medicinais. Essa informação contrasta com a falta de regulamentação da medicina tradicional, pois, segundo a OMS, poucos países têm uma política nacional para o tema.

A acupuntura é reconhecida como especialidade médida no Brasil

A acupuntura é reconhecida como especialidade médica no Brasil

Legislação

Preocupada com o uso indiscriminado da medicina alternativa em todo o mundo, a OMS criou o Programa de Medicina Tradicional no final da década de 1970. A ideia era incentivar os governos a criar políticas públicas para regulamentar a utilização da medicina tradicional e alternativa/complementar e integrá-las aos sistemas de saúde oficiais de cada país.

No Brasil, esta legitimação começou a partir da década de 1980. Em 2005, o Ministério da Saúde publicou a Política Nacional de Medicina Natural e Práticas Complementares para o Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, estão regulamentadas pelo ministério as práticas da Acupuntura, Homeopatia, Fitoterapia e Termalismo Social/Crenoterapia (utilização de águas termais para o tratamento) e a medicina antroposófica (abordagem médico-terapêutica complementar, que leva em consideração a ciência espiritual).

Apesar de avanços na legislação, o Conselho Federal de Medicina, responsável pela regulamentação da profissão de médico e suas especialidades, faz algumas recomendações a serem seguidas pelas pessoas que quiserem se tratar com MAC. O primeiro fator a se levar em consideração é que toda a prática terapêutica tenha um diagnóstico prévio. Esse diagnóstico deve ser elaborado por alguém que tenha conhecimento técnico e autorização de um órgão competente para fazê-lo.

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