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Polêmico programa nuclear

As instalações nucleares iranianas

Nos últimos anos, o Irã iniciou as operações de uma série de instalações nucleares. Minas de urânio, unidades de enriquecimento e reatores foram distribuídos por todo o país. A seguir, uma visão geral.

A usina nuclear de Bushehr é composta por dois reatores de água pressurizada, com capacidade de 1.000 MW. O projeto foi iniciado pela Siemens nos anos 1970 e concluído pela Rússia. No segundo semestre de 2010, o Irã anunciou o início das operações da usina nuclear, e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou a operação no final de 2011.

Na instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, é produzido urânio 235 a partir de minério de urânio. Ao todo, a unidade pode acomodar até 50 mil centrífugas de gás, segundo informação da AIEA. Em 2010, Irã começou o enriquecimento de urânio a 20% em Natanz. Para utilização civil, um enriquecimento de 3% a 5% já é suficiente. Para uma bomba atômica, é necessário um enriquecimento a 85%.

O reator de pesquisa em Teerã tem uma capacidade de 5 MW e produz oficialmente radioisótopos para uso medicinal e agrícola. Ele é abastecido, entre outros, com urânio enriquecido de Natanz.

A usina subterrânea de enriquecimento de urânio de Fordo foi construída num sistema de túneis seguro contra possíveis ataques aéreos perto de Ghom e mantida em segredo por muito tempo. Hoje, o Irã enriquece no local urânio a 20%. Por muito tempo, o Grupo 5+1 (que negocia com o Irã sobre o polêmico programa nuclear do país) exigiu o fechamento da unidade como condição prévia para a retomada das negociações. Entretanto, recentemente desistiu da exigência. Em vez disso, a exigência é que apenas a capacidade de produção deva ser reduzida.

No centro de pesquisa nuclear de Isfahan, está sendo construída uma unidade para processamento de minério de urânio. A meta é conseguir, entre outras coisas, a conversão de compostos de urânio em urânio metálico, o qual não pode ser utilizado em reatores iranianos, mas em bombas nucleares.

O reator a água pesada de Arak deve começar a ser operado para fins de pesquisa no início de 2014. Os reatores a água pesada podem produzir plutônio, que poderia ser usado para a produção de bombas. Desde agosto de 2011, a AIEA não teve mais acesso à unidade. De acordo com o Instituto para Ciência e Segurança Internacional (Isis, na sigla em inglês), sediado em Washington, o reator pode produzir, a plena capacidade, 9 quilos de plutônio por ano, o que seria suficiente para fabricar duas bombas nucleares.

Acredita-se que o centro de pesquisa nuclear de Karaj disponha de um reator de pesquisa, um acelerador de partículas e uma instalação de separação isotópica. A cidade também é um centro da indústria iraniana de mísseis.

Na mina de Saghand, o Irã extrai urânio. O minério é processado aqui no chamado yellow cake, uma mistura amarela, em forma de pó, da qual pode ser produzido combustível para usina nuclear. Por ano, o Irã deve poder produzir no local cerca de 50 toneladas de yellow cake.

A instalação militar de Parchin é considerada um possível local para experimentos nucleares. Aqui, o Irã teria simulado vários testes com mísseis e ogivas nucleares. Até agora, a liderança em Teerã negou o acesso de inspetores da AIEA ao complexo. A AIEA presume que no ano 2000 tenha sido instalado no local um recipiente para reator. Em 2012, construções teriam sido repentinamente demolidas, material removido e o solo foi remexido, impossibilitando, segundo a AIEA, uma fiscalização efetiva.

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