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Mundo

As estações de Fischer no Oriente Médio

Ministro alemão do Exterior passa em cinco dias por cinco países do Oriente Médio. Em Israel, exige que retirada das tropas de territórios palestinos não fique restrita à Faixa de Gaza.

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Fischer (e) e Shalom falam à imprensa após seu encontro

Um "sinal em prol do diálogo" é tido como a meta da viagem do ministro alemão a cinco países do Oriente Médio. Depois do Líbano, Síria e Jordânia, Fischer passou nesta segunda-feira (30) por Israel, de onde segue para o Egito, onde se encontra com o presidente Husni Mubarak. Entre os temas que pairam sobre suas visitas e negociações com chefes de governo, está a estabilidade no Iraque e o fim do conflito entre israelenses e palestinos.

Retirada de tropas – Em Tel Aviv, Fischer saudou a planejada retirada das tropas de Israel da Faixa de Gaza. Mas, em seus encontros com Silvan Shalom, seu colega de pasta israelense, e com o premiê Ariel Sharon, o ministro alemão afirmou também a necessidade de que a retirada das tropas se estenda para outras regiões. "É importante que o processo não se limite a Gaza", afirmou Fischer, que se encontrou mais tarde com o líder da oposição, Shimon Peres

Em sua viagem, o ministro alemão reafirmou que suas posições são defendidas também pelos outros países da União Européia. "No fim do processo de paz, deverão ser formados dois Estados", disse Fischer em seu encontro com Shalom, enquanto confirmou também a compreensão de Berlim para com o "direito de autodefesa" de Israel. Frente às críticas de Fischer em relação à cerca de arame farpado e sensores de vídeo instalada por Israel na Cisjordânia, Shalom afirmou: "Os que se opõem à cerca se opõem à nossa segurança".

O ministro israelense, por sua vez, pediu à União Européia que exerça uma pressão maior sobre as autoridades palestinas, para que se possa combater o terrorismo e para que seja possível dar curso às reformas administrativas dentro dos territórios. "A solução para a questão não está em Nova York ou em Haia, mas em Ramallah e em Gaza", disse Shalom, aludindo às sedes da ONU nos EUA e do Tribunal Internacional de Guerra na cidade holandesa.

Interesses próprios – Antes de chegar a Israel, Fischer passou pelo Líbano, Síria e Jordânia. Em Amman, no domingo (29), Fischer reafirmou que a segurança no Oriente Médio está intimamente ligada à segurança européia. "Quando falamos de nossa segurança como europeus, estamos falando também sobre o futuro de nossos vizinhos no Oriente Médio. Se as coisas vão mal na região, isso irá afetar imediatamente nossos interesses, nossa segurança. Ou seja, não temos apenas interesses políticos e morais na paz", resumiu o ministro.

Logo depois de pousar em Israel, Fischer depositou flores em homenagem às vítimas do holocausto da Segunda Guerra, no memorial Yad Vashem.

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