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Alemanha

"As cicatrizes da guerra ainda doem"

Mídia européia comenta a presença do premiê Gerhard Schröder na celebração que marcou os 60 anos do Dia D – data do desembarque dos aliados na Normandia.

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Soldado americano caminha pelo cemitério de Colleville, na Normandia

“Um chefe de governo alemão ao lado das forças aliadas. Isso parece normal. E, de certa forma, é mesmo. Afinal, a Alemanha já está hoje em condições de participar da luta pela liberdade em nome dos direitos humanos. (...) O convite a Schröder mostra o que mudou no país desde o fim dos anos 90, como os rumos políticos do passado foram removidos – no sentido de uma república que, após um bloqueio inicial, consegue debater sua própria história.” Frankfurter Rundschau

“O chefe de governo reafirma a responsabilidade da Alemanha pelos crimes do regime nazista. A frase de Schröder de que a vitória dos aliados não teria sido uma vitória sobre a Alemanha, mas em prol da Alemanha, pode não ter agradado a todos. Apesar disso, correta ela é.”

S üddeutsche Zeitung

“Não foi fácil a tarefa a que se propôs Schröder, esse primeiro chefe de governo alemão presente nas celebrações do Dia D na costa da Normandia. Congregar as exigências da verdade e do patriotismo, da gratidão e da dor, para daí tirar uma verdadeira lição para o futuro não foi tarefa fácil em um lugar tão carregado de símbolos e na presença de milhares de veteranos explicitamente emocionados. Mas Schröder conseguiu passar na prova, sem omitir sua própria comoção.”

Corriere della Sera

Banindo demônios do passado

"A reconciliação, simbolizada pela presença do chanceler federal Gerhard Schröder ao lado do presidente francês e das potências que se uniram contra a Alemanha nazista, tem enorme valor simbólico e um alcance histórico. Ao mesmo tempo em que a Europa foi libertada dos velhos demônios do nacionalismo vingativo e de sonhos hegemônicos totalitários e racistas – que mergulharam o passado em sangue –, a mudança de comportamento da Alemanha foi dignamente consagrada no último domingo. Esse 6 de junho de 2004 foi, nas palavras de Schröder, o último dia da Segunda Guerra Mundial. Espera-se que ele seja também um dia decisivo para o futuro da Europa.”

Libération

“Gerhard Schröder, nascido em 1944, é o primeiro chanceler federal alemão que não guarda lembranças pessoais do Terceiro Reich. Ele teve a coragem política de declarar a um jornal alemão, antes de sua partida para a Normandia, que a vitória dos aliados não havia sido uma vitória sobre a Alemanha, mas em prol da Alemanha. Ao aceitar o convite do presidente Jacques Chirac, o chanceler federal alemão riscou sobre as areias da Normandia um traço final simbólico de grande importância.”

The Guardian

Respeito à herança histórica

“Entre a Europa e os EUA, foi suspenso o conflito em torno da guerra do Iraque. O governo de Bush pede ajuda aos europeus. Sozinho, ele está sobrecarregado. A lembrança do Dia D estimula o novo e velho sentimento de comunidade. Há uma dignidade de herança. A dignidade alemã exige que não se negue a própria herança histórica. A dignidade européia exige que se aceite a força dos EUA. A dignidade dos EUA exige que se conheça os limites de seu poder. Tudo isso adentrou neste fim de semana mais uma vez a consciência.”

Der Tagesspiegel

“Na Europa, foram necessários 60 anos para se virar uma página da história e reunir o continente com a ampliação da União Européia no último 1º de maio. Com a presença do chanceler federal Gerhard Schröder na cerimônia de ontem em Arromanches, celebrou-se essa unidade reconquistada. O fato de que os inimigos de ontem possam se reconciliar dessa forma é uma lição, que traz esperança para muito além das fronteiras européias.”

Le Figaro

“Só o significado extraordinário que Schröder atribuiu ao convite para participar das celebrações na Normandia, feito por países que há muito são parceiros da Alemanha, mostra que sua presença não pode ser vista como algo óbvio, provando que as cicatrizes da guerra ainda doem. (...) E também na Normandia Schröder não pôde se desfazer da suspeita de que ele considera a ‘política de paz’ como a arma mágica da operação reeleição, já em andamento. A suspeita de que ele também pensa em seu próprio Dia D, o domingo das eleições no outono de 2006.”

Frankfurter Allgemeine Zeitung

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