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Cultura

Artistas querem resgatar dadaísmo do Cabaré Voltaire

Grupo de artistas luta para que local se torne patrimônio da Unesco, como símbolo do movimento antibélico.

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Pablo Picasso foi um dos freqüentadores do Cabaré Voltaire

Palco das expressões da arte dadaísta, o Cabaré Voltaire é o ícone desse movimento que revolucionou as artes do século 20 com seu manifesto anticapitalista, antinaturalista e, acima de tudo, anticonvencional. Para resgatar e preservar essa história, um grupo autônomo de artistas luta para transformar o ponto de encontro dos vanguardistas num símbolo antibélico, com o reconhecimento da Unesco.

O Cabaré Voltaire, onde todas as noites se processava "uma orgia de poemas, canções e danças", era uma espécie de café literário. Fundado pelo filósofo e romancista alemão Hugo Ball, em 1916, tornou-se ponto de encontro de importantes artistas, como Hans Arp, Tristan Tzara, Max Ernst, Pablo Picasso, Paul Klee e Wassily Kandinsky.

A idéia original do Cabaré era de realizar espetáculos com músicas diversas, recitais de poesia e exposição de obras. À disposição de renomados literatos e artistas plásticos, os espetáculos transformaram-se em grandes manifestações.

O prédio do Cabaré existe até hoje e está localizado em Niederdorf, centro histórico da cidade de Zurique. Este ficou abandonado por um ano, depois abrigou diversos bares e casas noturnas, até ser comprado pela seguradora Rentenanstalt, que pretendia transformá-lo num edifício de luxo.

No dia 2 de fevereiro, um grupo de artistas tomou posse do local, para tentar ressuscitar o dadaísmo. Este tornou-se então, um centro cultural aberto para todo o tipo de expressão artística. Em suas paredes, foram colocados cartazes sugerindo o movimento, assim como vestidos da época. Para completar a atmosfera alternativa, um cheirinho de maconha paira no ar.

Dadaísmo – O dadaísmo foi um movimento internacional de vanguarda artística e literária, que floresceu entre 1915 e 1922. Surgiu como um protesto contra a violência insensata da Primeira Guerra Mundial.

O movimento artístico e literário surgiu em Zurique, cidade de refúgio dos exilados políticos, e se caracterizou pela oposição à ideologia burguesa e às concepções tradicionais da arte. Oscilando entre a anarquia e o niilismo, pregou o fim da cultura e a reconstrução do mundo.

Sua arte é caracterizada pela provocação e simultaneidade. A ela são atribuídas criações como os poemas nonsense, as máquinas sem função – que zombavam da ciência – e a produção de quadros com detritos.