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Alemanha

Artistas dos quatro cantos do mundo trazem sua música às ruas da Alemanha

Em Bonn, na Alemanha, artistas se apresentam em ruas, praças, túneis. Com as doações do público, eles complementam a renda. Mas, para exercer a atividade é preciso estar atento às normas.

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Na Alemanha, praças, ruas e túneis são transformados em palco por artistas de várias partes do mundo

As ruas na Europa são um espaço de socialização da comunidade e de popularização da arte. Funcionam como uma ferramenta de integração entre artistas e público. Na Dinamarca, Inglaterra ou Espanha, a visita a um ponto turístico ou um simples passeio pelo centro da cidade pode proporcionar um encontro multicultural. Músicos, pintores e atores transformam os espaços públicos em palco para exibirem seus talentos.

Também na Alemanha, artistas de várias nacionalidades vêm mostrar o que sabem. Nas ruas de Bonn, por exemplo, os músicos encontram uma oportunidade de divulgar seus projetos, vender CDs e complementar a renda com as gorjetas dos transeuntes.

Acordes ao vento

Schulz und Makov - Srassenmusikanten

Os professores de música Eugene Schulz e Eugene Makov tocam na rua para complementar a renda

Os russos Eugene Schulz e Eugene Makov estudaram em conservatórios do país natal. Mas foi durante uma apresentação de Schulz em Bonn que Makov o descobriu. Se conheceram e formaram uma dupla: guitarra e violoncelo, respectivamente. Uma vez por semana, os compatriotas se encontram para tocar para quem estiver passando.

O palco é montado com dois banquinhos para os músicos. O repertório, composto por sucessos do jazz e da música clássica, vai de Tom Jobim a Baden Powel. A caixa de um dos instrumentos é colocada no chão, aberta, para receber as ofertas do público.

Os dois são professores de música em Bonn. Makov toca também em igrejas da cidade. As apresentações nas ruas são uma forma de complementar a renda. De acordo com Schulz, a dupla vende entre dois e sete CDs por dia.

Também distribuem cartões que rendem, em média, dois shows em festas particulares por mês e já chegaram a faturar 400 euros num único dia. "Se está ensolarado e é fim de semana, com certeza irá render mais. Mas se estiver muito frio, nem saímos de casa", revela.

Assim que os primeiros acordes ganham o vento, começa a se formar uma pequena platéia. Ao ouvir Garota de Ipanema, a aposentada Inger Rossenbach fez uma viagem no tempo, das ruas de Bonn para São Luiz do Maranhão no Brasil, onde viveu por sete anos. "Trabalhava como enfermeira. Tenho saudades," recorda.

Taças encantadas

Também nas mãos está o talento da russa Marina Terskova. O instrumento que ela usa é feito de vidro e cristal. São 29 taças, contendo porções diferentes de água. Com os dedos úmidos a circular as bordas, Marina toca Mozart, Strauss, Bach, Beethoven, Schubert e outros.

Strassenmusik Marina Terskova

A russa Marina Terskova: taças contendo água produzem música

A musicista conta que já passou por dez cidades da Europa apresentando seu trabalho. Diz que é uma boa possibilidade de ganhar dinheiro, "mesmo que sejam apenas dez euros por dia". Mas faz o alerta: "Não é um emprego. Você não pede dinheiro. As pessoas é que decidem quanto querem dar".

Para quem quer experimentar este estilo de vida, ela recomenda: "Escolha uma cidade turística. Eventos como jogos de futebol também costumam render bastante. Os feriados são os melhores dias em termos de público e lucro. E não deixe de se informar sobre as regras da prefeitura de cada cidade, para não ter problemas."

A apresentação de Marina chamou a atenção no centro de Bonn. O professor Dietmar Scheithauer parou para assisti-la e aproveitou para brincar e sugerir "trocar a água por porções de vinho tinto. Ficaria mais bonito e ao final poderíamos beber juntos".

Leia na próxima página sobre as normas em Bonn para a apresentação de artistas de rua e sobre música brasileira

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