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Cultura

Arte por quilo

Justamente na exclusiva Friedrichstrasse de Berlim encontra-se uma loja que muitos consideram uma afronta: um supermercado de arte, o primeiro da capital alemã, como afirma sua publicidade.

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Supermercado de arte em Berlim

O endereço é exclusivo: Friedrichstrasse, um dos melhores pontos comerciais da capital da Alemanha. As instalações da loja, porém, são simples: chão de concreto cinza, paredes caiadas — mas ostentando dezenas de quadros originais —, no meio caixas de madeira com telas dos mais variados formatos, cada uma com a foto e o currículo do autor das obras nelas contidas. Aquarelas, quadros a óleo ou em acrílico, tons pastéis ou cores berrantes: obras de arte oferecidas em quatro categorias de preços, as menores por 50 euros, as maiores por 299 euros. Cada peça é única, não existem reproduções.

A atmosfera é convidativa, o cliente se sente à vontade para olhar e escolher, como se estivesse diante de estantes de CDs ou discos. "Tenho certeza de que a maioria dos clientes deste supermercado nunca entrou numa galeria de arte antes", afirma uma das caixas da loja.

Arte ao alcance de todos — É essa justamente a concepção dos idealizadores: estabelecer-se num lugar da cidade com grande freqüência de público e colocar a arte a seu alcance, com obras de qualidade a um preço acessível, num ambiente descontraído.

O historiador de arte Mario Terés importou a idéia de Barcelona, na Espanha, e abriu a primeira loja do tipo em Frankfurt, há quatro anos. A princípio apenas na época natalina, aproveitando o espírito de compra das pessoas em busca de presentes. Nesse meio tempo, existem filiais em Marburg, a norte de Frankfurt, em Solothurn, na Suíça. E agora em Berlim, onde o supermercado de arte vai ficar aberto até meados de janeiro, com a promessa de voltar todos os anos.

As lojas oferecem "mais de 8 mil originais de artistas reconhecidos, seja nacional ou internacionalmente, ou apenas em nível regional", afirmam os administradores. Os currículos revelam que muitos arquitetos, professores e médicos dedicam-se a "pintar o sete" nas horas de lazer.

Em Berlim, cada artista precisa entregar a Helga Berger, a gerente, 40 trabalhos, dez em cada uma das categorias de preço. Um pintor que consegue vender mais precisa naturalmente produzir novos quadros com maior rapidez. Claro que muita gente franze o nariz para esse tipo de popularização da arte. Mas Berger refuta objeções como essa, argumentando que a loja só expõe trabalhos de qualidade e que é justamente a forma de apresentação como num supermercado que possibilita os preços acessíveis. O sucesso junto ao público e aos artistas parece confirmar que os idealizadores encontraram um nicho.

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