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Cultura

Arte alemã tem vez no MoMa

"Projects 1986" é o título de uma exposição dos gêmeos alemães Gert e Uwe Tobias no Museu de Arte Moderna de Nova York. Eles não são os únicos a exportar arte alemã.

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0s 'renovadores da xilografia': Gert e Uwe Tobias

MoMa – as iniciais mágicas abrem as portas para o mercado internacional de arte. Quem expõe no renomado Museu de Arte Moderna de Nova York pode estar certo das atenções mundiais. Os gêmeos Gert e Uwe Tobias são um exemplo recente: 20 obras de sua autoria – composições feitas com máquina de escrever, guaches fantásticos, xilogravuras enormes e coloridas – estão à mostra no museu nova-iorquino até 25 de fevereiro.

Sensibilidade para a arte alemã

Os irmãos de 34 anos nasceram na Romênia e vivem na Alemanha desde 1985. Estudaram Arte em Braunschweig e têm hoje um ateliê em Colônia. "Eles não são os primeiros alemães a expor no MoMa", lembra Stefan Gronert, curador do Kunstmuseum de Bonn que observa a carreira dos dois desde 2004.

Em 2001, Andreas Gursky expôs seus trabalhos fotográficos no museu nova-iorquino; um ano mais tarde, foi a vez do pintor Gerhard Richter. "O MoMa tem grande sensibilidade para a arte alemã", na opinião de Gronert.

Só que Gert e Uwe Tobias não vêem seus trabalhos como "arte alemã". Mas também não como arte romena. "Somos simplesmente artistas que criam uma arte própria", afirma Gert. Bem que eles poderiam se aproveitar da etiqueta. Afinal, "no momento a arte alemã tem muito prestígio no exterior, especialmente nos Estados Unidos", afirma o curador Stefan Gronert.

Nova Escola de Leipzig

USA Deutschland Künstlerzwillinge aus Köln mit Ausstellung im New Yorker MoMa

Sem título, 2007, técnica mista sobre papel

Os gêmeos não seriam os primeiros artistas alemães a ganhar projeção internacional por terem chamado a atenção nos Estados Unidos. Foram colecionadores norte-americanos, por exemplo, os primeiros a se deixar fascinar pelas pinturas figurativas dos integrantes da Nova Escola de Leipzig.

As instalações de uma antiga tecelagem em Leipzig – na época a maior fábrica de algodão da Europa – abrigam hoje 11 galerias de arte e os ateliês de 80 artistas. Não são apenas pintores que alí se estabelecem, e justamente muitos dos artistas mais jovens saem ganhando com a fama de que Leipzig goza hoje no mundo das artes.

A qualidade sai ganhando

Que a arte alemã seja tão apreciada no exterior hoje deve-se também ao grande interesse que existe em geral pela arte. É chique comprar obras de arte. Os colecionadores viajam pelo mundo para descobrir o que há de novo.

Mas o curador Stefan Gronert acredita haver um outro motivo, muito simples, para o sucesso dos alemães: "A qualidade das obras de arte alemãs é muito especial no momento. E não existe motivo melhor do que este: a qualidade se impõe".

Qualidade é algo que pode se aplicar aos trabalhos de Gert e Uwe Tobias. Eles são considerados os "renovadores da xilografia". O MoMa salientou sua "magnífica sensibilidade" para as cores e suas "composições gráficas surpreendentes".

A exposição em Nova York certamente dará um grande impulso à carreira dos irmãos Tobias. Mas eles ainda não estão pensando nisso. "Depois de Nova York vamos precisar de uns dias para digerir tudo. E não temos a mínima idéia sobre o que virá pela frente."

Stefan Gronert imagina que muitos museus vão fazer de tudo para expor obras dos gêmeos alemães. Ele próprio já tomou suas providências: em março, o Kunstmuseum Bonn inaugurará uma mostra dos trabalhos em madeira de Gert e Uwe Tobias.

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