Arrecadação federal cai quase 7% em março e é a pior desde 2010 | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 19.04.2016
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Brasil

Arrecadação federal cai quase 7% em março e é a pior desde 2010

Receita Federal divulga valores arrecadados pelo governo, revelando um intenso declínio. Assim como em março, quantia acumulada no primeiro trimestre também é a mais baixa em seis anos, somando 313 bilhões de reais.

Motivada pela crise econômica – que diminui a produção e o consumo do país –, a arrecadação federal seguiu em trajetória de intenso declínio em março, chegando a 95,779 bilhões de reais. A queda real foi de 6,96% sobre o mesmo mês de 2015.

O valor, divulgado nesta terça-feira (19/04) pela Receita Federal, é o pior para o mês desde 2010, quando somou 91,139 bilhões de reais, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

No acumulado do primeiro trimestre, a arrecadação somou 313,014 bilhões de reais, uma queda real de 8,19% na comparação com o mesmo período do ano passado. O valor também é o menor para os três primeiros meses do ano desde 2010.

Os tributos que puxaram a queda na arrecadação no primeiro trimestre foram o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, cuja receita caiu 7,7 bilhões de reais, descontando o IPCA, por conta do menor lucro das empresas.

A receita da Previdência Social aparece como o segundo maior motivo, com queda real (considerando a inflação) de 5,5 bilhões de reais, motivada pelo aumento do desemprego.

Em terceiro lugar, estão o Programa de Integração Social e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), que caíram 4,2 bilhões de reais por causa da contração nas vendas. Cobrados sobre o faturamento das empresas, esses tributos refletem diretamente o consumo.

A reversão de desonerações concedidas no passado reforçou a arrecadação em 2016, mas em ritmo insuficiente para compensar a retração da economia. De janeiro a março, o governo arrecadou 6,7 bilhões de reais a mais com itens que haviam sofrido redução de tributos nos últimos anos.

EK/abr/rtr

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