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Alemanha

Arquivos nazistas são abertos a historiadores

Onze nações que zelam por documentos sobre vítimas do nazismo concordaram em disponibilizar seus arquivos a historiadores, 60 anos após a Segunda Guerra Mundial.

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Os arquivos de Bad Arolsen estão disponíveis a partir do dia 17/05

Os arquivos nazistas de Bad Arolsen, no centro da Alemanha, agora são abertos a historiadores. A decisão foi anunciada na terça-feira (16/05) pelos 11 países encarregados de zelar pelos documentos (Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Grécia, Estados Unidos, Polônia, Israel, Holanda, Bélgica e Luxemburgo).

"A medida permitirá que essa documentação importante, guardada nas dependências da ITS (International Tracing Service), em Bad Arolsen, seja aberta a pesquisadores e historiadores", disseram os representantes dos países em Luxemburgo.

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O acervo dos arquivos – maior do gênero – documenta o destino de 17,5 milhões de judeus que foram usados como trabalhadores forçados e viveram em campos de concentração. Até agora, era acessível somente ao comitê internacional da Cruz Vermelha, que o utilizava como forma de ajudar pessoas a localizarem seus familiares. A restrição levou os Estados Unidos a acusar a Alemanha de querer esconder seu passado.

"É uma luta contra aqueles que negam o holocausto. A abertura é necessária para que se dê continuidade às pesquisas sobre este capítulo escuro da História.É importante preservar o passado para que as futuras gerações aprendam com ele", comentou Israel Singer, membro do conselho político do Congresso Mundial de Judeus, sediado em Nova York.

Relutância alemã

Em abril, a ministra alemã da Justiça, Brigitte Zypries, afirmou que Berlim estava preparada para permitir o acesso aos 47 milhões de documentos. A decisão requeria, entretanto, aprovação dos outros 10 países que tomaram o controle dos arquivos no pós-guerra.

A relutância da Alemanha em permitir o acesso a pesquisadores era justificada com o temor de que os relatos sobre as atrocidades cometidas pelos nazistas pudessem comprometer a privacidade das vítimas.

Os representantes dos 11 países disseram que seriam tomadas providências no sentido de assegurar a dignidade das pessoas, cujas vidas estão documentadas no acervo. "O acesso aos arquivos e aos documentos preservados pela ITS levará a proteção dos dados pessoais em consideração."

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