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Cultura

Arqueólogos e empreiteiros trabalham juntos em Colônia

Uma das cidades mais antigas da Alemanha passa por uma obra gigante de infra-estrutura: a construção da linha de metrô que ligará o centro à zona sul da cidade. No meio do caminho, achados arqueológicos valiosos.

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Achados romanos no centro da metrópole

Desde 2004, Colônia passa por uma grande reforma. São os primeiros trabalhos realizados na cidade que pretende, a partir de 2010, colocar em funcionamento uma nova linha de metrô. A construção, orçada em 620 milhões de euros – 90% pagos pelo Estado e 10% pela KVB (empresa de transportes públicos de Colônia) – deverá trazer muitos arqueólogos para a cidade, pois parte de um passado precioso pode ser revelada durante as escavações.

Passado histórico da cidade

KVB Ausgrabungen in Köln Gewandspange

Grampo para vestuário encontrado em Colônia

Colônia foi fundada entre 19 e 18 a.C., por Marco Agripa, comandante-chefe do exército e genro do imperador romano Otávio Augusto (27 a 14 a.C.). No ano de 50 da era cristã, a cidade é batizada como "Colonia Claudia Ara Agrippinensium" (CCAA). Sob o comando do imperador Domiciano (81 a 96 d.C.), Colônia torna-se capital da província, a Germânia Inferior, e começa a expandir-se.

Em 1106, sob Henrique IV, a área de Colônia é ampliada de 97 para 200 hectares quadrados. Já em 1180 percebe-se a necessidade de nova expansão, criando-se então um território com cerca de 405 hectares quadrados às margens do rio Reno.

Crescimento intenso

Desde a Idade Média, Colônia ampliou sua área e população de maneira vertiginosa: de 97 para 40.015 hectares quadrados e de 20 mil para 1,01 milhão de habitantes (dados de 2002). A fase das maiores transformações e crescimento demográfico mais intenso situa-se entre os séculos 19 e 21.

As obras do metrô

A construção da nova linha do metrô será realizada em colaboração com especialistas de toda a Europa. Segundo Marcos Trier, arqueólogo e membro da Secretaria Estadual do Patrimônio do Solo, o empreendimento pode ser comparado às obras do metrô de Atenas e Londres, ou às escavações do Louvre, em Paris.

KVB Ausgrabungen in Köln

Obras do metrô de Colônia

Com a intenção de preservar o máximo do que foi deixado pelas antigas construções romanas, o projeto prevê uma escavação sem a abertura de buracos na superfície, utilizando-se de máquinas especiais, conhecidas como maulwürfe (toupeiras). Os dutos por onde passarão os trens serão posicionados a pelo menos 20 metros de profundidade, uma vez que as camadas urbanas mais antigas costumam estar situadas entre dois e 13 metros de profundidade.

A construção da nova linha foi dividida em três fases. A praça ao norte da estação ferroviária central já está passando por trabalhos de escavação: este trecho se estenderá até à rua Marktstrasse, bem ao sul da cidade. Em seguida haverá a ligação entre o eixo central do metrô e a linha que percorre toda a margem do rio Reno em direção a Bonn. A última fase será a extensão da primeira etapa, conduzindo uma linha externa até Arnoldshöhe, ao sul do município.

Muito trabalho e pouca verba

Antes das obras propriamente ditas terem início, os especialistas já colocam mãos à obra, explorando o máximo que podem. As primeiras escavações realizam-se no centro de Colônia, próximo à estação central, e já causam dor de cabeça aos empreiteiros e excitação entre os pesquisadores: quando a primeira rua foi aberta para a instalação dos cabos, encontrou-se um pedaço de um canal romano, o que implicou a remoção da obra para cinco metros adiante.

“Trata-se de uma cloaca maxima dos tempos romanos, que transportava o esgoto da cidade até a região portuária, um canal imponente que foi uma das primeiras obras a serem mantidas intactas”, afirma Marcus Trier. Na Bonnerstrasse também fez-se um achado importante: um pedaço de uma antiga estrada romana, conduzindo até à capital do império, Roma.

A preocupação com a verba de 15 milhões de euros disponíveis para os trabalhos de escavações, entretanto, é grande. Segundo Hans-Gerd Hellenkemper, coordenador do projeto, não está claro "se será possível fazer um trabalho de qualidade com a verba destinada, já que se trata do maior projeto arqueológico realizado atualmente na Europa".

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